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 "Portanto, sede perfeitos assim como vosso Pai Celeste é perfeito." Mt 5,48


A beatificação de Carlo Acutis foi um presente para minha vida. A um tempo venho refletindo sobre santidade, as obrigações cotidianas, o ordinário, a luta incansável para a conquista das virtudes, servir o outro, tudo parece-me uma oportunidade de amar ou recusar esse amor. Os santos entenderam tudo, amaram em tudo, em tudo deram e ofertaram pela Glória de Deus. 

Quando a Igreja afirma e reconhece publicamente um santo, uma luz é acesa para o céu. Nosso Senhor Jesus Cristo diz: " Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.", os santos iluminam e apontam esse caminho que é Cristo e na vida deles podemos enxergar o louvor de Nossa Senhora: " Minha alma engrandece o Senhor... O Senhor fez em mim maravilhas." o santo ilumina o caminho. "Hoje o céu está mais próximo" beato Carlo o trouxe para nós, o Cardeal Vallini disse hoje na cerimonia da beatificação, na qual meu coração lá estava todinho e o querido Carlo gritava para mim: "A SANTIDADE É POSSÍVEL, É ALCANÇÁVEL!" 

"Não creiais apenas nos teus olhos corporais. Enxerga-se muito melhor o que não se vê, porque o que vemos é transitório e isto é ótimo. No entanto, se vemos o que os olhos não alcançam, enxergamos com a mente e o coração." Santo Ambrósio

Muito mais que o seu moletom e seu tênis da Nike, era o seu amor a Jesus Eucarístico, sua devoção a Virgem Maria, seu apostolado na internet, seu profundo amor pelos pobres! Em pensar que tenho as mesmas oportunidades que ele teve de ser santo... Cria-se dentro de mim uma grande esperança e uma certeza: "O CÉU É LOGO ALI!". Não há como olhar para a vida de Carlo e não querer também, unir-se a Deus como ele o fez.


"Os santos e santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstancias mais difíceis da história da Igreja. Com efeito, é a fonte secreta e medida infalível de sua atividade apostólica e de seu elã missionário." Catecismo da Igreja Católica 1828 


Beato Carlo Acutis, rogai por nós. 




Salve Maria! 

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Beata Conchita: mãe dos Sacerdotes!

“Senhor, sinto-me incapaz de Te amar, portanto quero casar. Doa-me muitos filhos, que eles possa Te amar mais de que quanto eu sou capaz.”  Beata Conchita

 

A primeira mulher leiga a ser beatificada no México. Esposa, mãe, mística e escritora. A mulher que viveu o extraordinário no ordinário. Apaixonada pela Eucaristia. Mãe de nove filhos e inspiração da fundação das Obras da Santa Cruz. Maria Conceição Cabrera Arias de Armida, nasceu dia 08 de Dezembro de 1862, na solenidade do Dogma da Imaculada Conceição, por isso a família decide colocar esse nome nela.

Família

Nasceu em uma família religiosa e numerosa, foi a sétima de doze filhos. Cresceu como uma criança saudável e alegre. Estudou durante seis meses em uma escola, no entanto não pode continuar, pois naquela época o México estava passando por um período de grandes perseguições. Começou então a ter aulas em casa com seu tio, Pe. Luís Gonzaga e se dedicar aos trabalhos domésticos. Quando adolescente, gostava de ir a bailes, teatro e passear. Contudo, a sua profunda vida espiritual não cessava. Ela queria conhecer sempre mais os caminhos de Deus.

“A voz de Deus, que era muito forte mesmo ao meio dessa dispersão, me chamava a oração e aos sacramentos.”

 

Matrimônio

Aos 13 anos de idade conhece Francisco Armida em um desses bailes e inicia o noivado (namoro). Ela o amava muito e o amando sabia que esse amor se estendia a Deus.

“O noivado nunca me impediu de ser mais de Deus. Me parecia tão fácil juntar as duas coisas! Á noite, ao deitar-me, pensava em Francisco e depois na Eucaristia.”

Dia 08 de dezembro de 1882, na solinidade da Imaculada e em seu aniversário, casa-se com Francisco e torna-se uma Armida.

“O matrimônio é santo e a sua fecundidade é um reflexo da fecundidade de Deus.”

Fecundidade essa que logo, agraciou o casal. Tiveram nove filhos, três morreram, quatro casaram, um rapaz virou sacerdote Jesuíta e uma moça freira religiosa na ordem religiosa que Beata Conchita fundou. Ela viveu profundamente a sua vocação de esposa e mãe, dando testemunho de fidelidade e amor.

“Antes de todas as demais coisas, a minha tarefa principal é a educação dos meus filhos.”

Em 1901 Francisco falece por causa de uma doença chamada Tifo. Esse período a família passa por uma serie de dificuldades financeiras. No entanto, isso é incapaz de desanima-la, o desafios da vida matrimonial para essa grande senhora é como uma motivação para amar e se doar ainda mais.

“Vã seria minha vida se, ao querer amar a Deus, não cumprisse a minha obrigação familiar.”

 

Escritora Mística

Conchita, além de suas obrigações familiar, foi escritora. Escreveu um diário espiritual e ao todo 71 obras, revelando ou afirmando, sobre temas como: a Cruz do Apostolado, o Mistério da Santíssima Trindade, Sacerdócio Místico do povo de Deus, Missão de Maria Santíssima no mistério da Igreja, a Eucaristia e outros. Para uma mulher que não frequentou a escola, que não estudou teologia, esses escritos são, de fato, a ação de Deus em sua vida.

 

Devoção a Santíssima Virgem Maria

Beata Conchita, como podemos observar, era muito devota da Virgem Santíssima. A Mãe de Nosso Senhor era a escola dela, recorria sempre a Nossa Senhora. Consagrou a Ela, sua vida, casamento e filhos.

“Entrego-os completamente a Ti como se fossem Teus filhos. Tu sabes que eu não os sei educar, pouco sei do que significa ser mãe, mas Tu, Tu o sabes.”

 

Espiritualidade

“Jesus Salvador dos homens, salvai-os!” foi o lema que marcou sua vida e missão apostólica. Em 1894 ela teve essa inspiração, ao ponto de ficar como que gravado “a fogo” em seu peito o monograma JHS: Jesus Salvador dos Homens. Desde então, foi ficando mais claro em seu coração e em sua alma o papel que teria como inspiradora e fundadora das cinco Obras da Cruz, mesmo em meio aos seus trabalhos, como esposa e mãe de família, cheia de compromissos e visitas. Pouco a pouco, o Senhor foi chamando-a até conquistar por completo seu interior, compartilhando com ela seus próprios sentimentos. Enquanto rezava em uma Igreja da Companhia de Jesus, em San Luis Potosí, teve uma visão da Cruz do Apostolado. Via uma Cruz com um coração vivo, uma lança no coração, em volta do coração tinha um fogo. Encima da cruz tinha um outro fogo bem forte. Jesus a revela que desejava a santificação dos sacerdotes e que queria derramar sobre eles e sobre a Igreja um novo pentecostes e para chegar a isso, deveriam passar pela cruz, sacrifício e sofrimento.




Mãe dos sacerdotes

“Confio-te mais um martírio: tu sofrerás aquilo que os sacerdotes cometem contra mim, Tu viverás e oferecerás pela infidelidade e pelas misérias deles.”

Jesus lhe confio essa missão por meio dessa visão. A santificação dos sacerdotes virou a oração da sua vida. Ela oferecia e fazia sacrifícios por eles. A maternidade de Beata Conchita se estendeu de seus filhos biológicos para os seus filhos espirituais.

“Pede-me uma vida longa para sofrer muito e para escrever muito, essa é a tua missão na terra. Tu estás destinada à santificação das almas, muito especialmente a dos Sacerdotes; através de ti muitos se incendiarão no amor e na dor. Faz amar a CRUZ, por meio do reinado do Espírito Santo. Virá uma plêiade de Sacerdotes Santos que incendiarão o mundo com o fogo da CRUZ; eles se formarão numa singular perfeição com a doutrina que te dei. Eu cumpro minha palavra: tu serás mãe de muitos filhos espirituais, mas te custarão mil martírios do coração.

Sentia eu um grande fogo em minha alma, e lhe disse:

-Não importa, Jesus, quero ser mãe, dai-os a mim, eu os recebo contanto que te deem muita glória”

Essa boa mãe, rezou e os amou tanto que transbordou na inspiração da fundação de 5 obras da Cruz.


  1. Apostolado da Cruz: Para todo povo de Deus;
  2. Religiosas da Cruz do Sagrado Coração de Jesus: congregação religiosa feminina contemplativa;
  3.   Aliança de Amor com o Sagrado Coração de Jesus: Leigos;
  4.  Fraternidade de Cristo Sacerdote: Para sacerdotes;
  5. Missionários do Espírito Santo: Congregação religiosa masculina;

Todas fundadas na inspiração espiritual e missão da herança recebida de Beata Conchita; No entanto, desde o início, teve que enfrentar a incompreensão, pois, nem todos entendiam como era possível uma mulher casada ser uma mística e fundadora. Isso também, não a deteve, pois sua missão foi sempre confirmada por seus diretores espirituais. Em vista disso, a Santa Sé, por diversas vezes, foi examinada por teólogos importantes,mas as avaliações foram sempre positivas.

Beatificação

Conchita faleceu em fama de santidade em 3 de março de 1937 na Cidade do México ao 74 anos de idade. Foi declarada “venerável” em 1999 pelo Papa São João Paulo II e em 04 de Maio de 2019 foi declarada Beata. Um homem em coma, não movia nenhum músculo, a família pediu a intercessão de Beata Conchita, logo depois esse senhor acordou, se levantou e perguntou o que ele estava fazendo ali, a família explicou o que havia acontecido, que ele havia sido curado pela intercessão de Beata Conchita.


“Quero, minha filha, que se estabeleça uma comunhão dominical, oferecida ao Espírito Santo, pelas mãos de Maria, em favor da Igreja e dos meus sacerdotes […]
Esse impulso salvador necessita minha Igreja, de cujos frutos gozará sendo Eu o meio, e contribuindo aos desejos do Papa que são os Meus, na recepção do Sacramento. Todos unidos necessitam levantar um grito ao céu pedindo por essa porção escolhida de meus sacerdotes, por meio do Verbo, repito, a quem o Pai nada pode negar […] Eu anseio esses domingos de expiação e impetração ao Espírito Santo, sendo Eu oferecido ao Pai em imolação por meus sacerdotes. Sempre meu papel no mundo, é a imolação e o sacrifício. Quero que tais comunhões se ponham no puríssimo Coração de Maria, rogando-lhe que as tome com suas cândidas mãos e assim sejam dignamente oferecidas ao Espírito Santo“. (10 de abril de 1914)

 

A exemplo de Beata Conchita, oremos também pelos sacerdotes:

 

ORAÇÃO PARA OFERECER A COMUNHÃO PELOS SACERDOTES

Pai Celestial, para maior glória de teu Santo Nome, te oferecemos o Verbo Encarnado, que acabamos de receber no seu Sacramento de Amor e em que tens todas as tuas complacências, e nos oferecemos em união com Ele, pelas mãos de Maria Imaculada, pela santificação e multiplicação de teus sacerdotes; derrama neles teu Divino Espírito, enamora-os da Cruz e torna muito fecundo seu apostolado. Assim seja. Jesus, Salvador dos homens… Salvai-os!

 




Salve Maria Imaculada!



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Santa Gianna Beretta Molla: a mártir do amor materno


“Esta santa mãe de família manteve-se heroicamente fiel ao compromisso assumido no dia do matrimônio. O sacrifício eterno que selou a sua vida dá testemunho de que somente quem tem a coragem de se entregar totalmente a Deus e aos irmãos se realiza a si mesmo.” São João Paulo II (na canonização de S. Gianna)


Hoje (28 de abril), celebramos a festa de Santa Gianna Beretta Molla e é com muitíssima devoção que vou partilhar um pouco da história dessa santa que foi uma mãe, esposa e médica extraordinária, conhecida como a mártir do amor materno. Um verdadeiro exemplo de maternidade e feminilidade a ser seguido atualmente. Santa Gianna nasceu em 04 de outubro de 1922, na Itália em Magenta. De uma família númerosa e católica, santa Gianna foi a décima filha de treze filhos.


Família Missionária


Três de seus irmãos, Enrico, Giuseppe e Virginia, optaram pela vida religiosa. Enrico pertenceu à Ordem dos Frades Menores Capuchinos e veio ser missionário no Brasil, nesta mesma época, o irmão convidou a santa para acompanha-lo, esse convite a deixou em dúvida sobre sua vocação, antes de responder a essa convite ela rezou e pediu a Deus que lhe dissesse onde o queria, logo depois, conheceu Pietro Molla que se tornou seu esposo. Seu irmão Giuseppe tornou-se sacerdote na diocese italiana de Bérgamo. Virginia sua irmã, foi religiosa na congregação das Filhas da Caridade Canossianas, a irmã disse uma vez que enquanto estava na Índia como missionária, “de forma inesperada e providencial”, o Senhor a fez voltar para Itália a tempo de ver Gianna, quatro dias antes de sua morte, a irmã pode ajudá-la e confortá-la naqueles momentos tão dolorosos e preciosos aos olhos de Deus.


Chamado


De sólida formação religiosa e coração bondoso, Santa Gianna, logo se colocou a serviço da Igreja, fazia parte de um grupo chamado: Ação Católica da Conferência de São Vicente de Paulo. Em 1949 na Universidade de Pavia obteve o título de doutora em medicina e cirurgia e especializou-se em pediatria na Universidade de Milão, em 1952. Segundo a sua biografia, ela “preferia” os pobres, as mulheres grávidas, as crianças e os idosos entre seus pacientes. Chamada de a “médica dos pobres” dizia:


“Não esqueçamos que no corpo de nossos pacientes existe uma alma imortal. Sejamos honestos e médicos de fé.”  Santa Gianna Beretta Molla


Santa Gianna viveu alguns anos na incerteza da escolha de seu estado de vida. Então rezava muito, pedia orações e conselhos, sofria. Passou por grande perturbação interior na elaboração do projeto de vida, na busca de discernir a vontade de Deus. Para ela parecia que o próprio Deus confundia projetos, desejos e sonhos. Sentia-se chamada por Deus, mas quando ia realizar nada dava certo. Em suas anotações, indicava três meios para descobrir a própria vocação:


1.    Interrogar o céu com a oração;

2.    Interrogar o diretor espiritual;

3.    Interrogar a nós mesmos conhecendo nossas inclinações;


Devoção a Virgem Maria

Santa Gianna foi muito devota de Nossa Senhora. Quando sua mãe morreu, ela disse a Mãe Santíssima: "Confio em vós, doce mãe, e tenho certeza de que nunca me abandonareis". Ela propagava a devoção a Nossa Senhora para as jovens da Ação Católica e para onde ia. Em sua biografia diz que no dia do seu casamento "doou seu buquê de flores ao altar da Virgem Maria da qual era muito devota".


Portanto pedindo a Virgem Maria para que pudesse conhecer melhor a vontade de Deus, intensificou as orações. Em peregrinação, foi para Lourdes e lá rezou bastante. Quando compreendeu que Deus a chamava para constituir uma família, decidida orientou-se para o matrimônio.

“O problema do nosso porvir, não devemos solucioná-lo quando temos apenas 15 anos, mas é melhor orientar toda a vida para aquela via na qual o Senhor nos quer, porque nossa felicidade terrena e a eterna dependem de viver bem a nossa vocação.” Santa Gianna Beretta Molla


Em 08 de dezembro de 1954, na Festa da Imaculada Conceição, celebrava-se a festa de ordenação sacerdotal de Frei Lino Garavaglia. Tanto Pietro, quanto Gianna foram convidados para a Santa Missa e para o almoço. Pietro a escreveu no dia seguinte:


“Recordo-me de ti quando, com teu sorriso largo e gentil, saudavas o Frei Lino e os seus parentes; recordo-me quando fazias devotamente o Sinal da Cruz antes do café; recordo-me ainda quando estavas em oração durante a bênção do Santíssimo Sacramento.”


Aos pés de Nossa Senhora de Lourdes, em junho de 1954, Santa Gianna havia compreendido qual era a sua vocação, e naquela festa da Virgem Imaculada, Pietro compreendia então, o projeto de Deus para sua vida. Ele registrou em seu diário:


“Sinto a serena tranquilidade que me dá a certeza de ter tido ontem um ótimo encontro. A Imaculada Conceição me abençoou”.


Durante o noivado e casamento trocaram cartas de amor, em uma delas Pietro disse:

“Quanto mais conheço Gianna, mais tenho a certeza de que melhor encontro Deus não podia oferecer-me”

Santa Gianna respondeu:


“Desejo fazer-te feliz e ser a boa esposa que tu desejas: compreensiva e pronta para os sacrifícios que a vida nos pedirá. Penso em doar-me totalmente para formar uma família verdadeiramente Cristã. É verdade que teremos que enfrentar dores e sacrifícios, mas se desejarmos sempre um o bem do outro, com a ajuda de Deus venceremos todos os obstáculos”.


Em 1955 no dia 24 de setembro Santa Gianna e Pietro Molla receberam o sacramento do matrimônio. Prepararam-se espiritualmente para esse momento com Santa Missa e Comunhão diária. A fé foi a base do amor entre os dois e os fortaleceu para que com coragem enfrentarem todos os desafios e sacrifícios da vida matrimonial. Em uma de suas cartas Santa Gianna conta que o dia do casal começava com a Santa Missa e terminava com o Santo Rosário.


“O amor é o sentimento mais bonito que o Senhor colocou na alma dos homens.” Santa Gianna


O amor à maternidade


Sentia um profundo amor à maternidade. Aceitou os inevitáveis sacrifícios da vida familiar sem nunca apagar o seu sorriso de bondade, paciência e generosidade. Santa Gianna não renunciou à sua profissão de médica, cuidava eximiamente dos afazeres da casa, mostrando-se excelente cozinheira, continuava a atender seus pacientes, oferecia assistência médica gratuita no jardim da infância e na escola primária. Seus dotes consistiam em ser coerente e consciente com seus deveres e obrigações. Fazia frutificar todo seu trabalho, em casa, na sua profissão e em sua paróquia, com harmonia e simplicidade. A finalidade primeira do matrimônio era a formação de uma família numerosa e santa, em uma carta à sua irmã dizia: “Peça ao Senhor que me mande logo tanto filhos bons e santos”.


O bom Deus, não tardou em ouvir suas preces, em 1956, nasceu Pedro Luis, Mariolina em 1957 e Laura em 1959. Três filhos em menos de quatro anos de matrimônio, todos com gravidez muito difícil. No entanto, Santa Gianna sabia que a maternidade e o sacrifício eram realidades inseparáveis e acreditava que ser mulher era ser mãe, vivia a maternidade como uma oblação.


“Toda vocação é vocação à maternidade, espiritual e moral, e preparar-se significa estar pronto para ser doadores de vida, e se na luta pela nossa vocação tivéssemos que morrer, aquele seria o dia mais bonito da nossa vida.” Santa Gianna (aos 18 anos de idade)


Holocausto de amor


Depois de três dolorosas gravidezes, no segundo mês de gestação de sua quarta filha (Gianna Emanuela), é descoberto um tumor (fibroma) no útero. Os médicos lhe deram três opções: um aborto, uma histerectomia total (que também mataria seu bebê) ou uma remoção cirúrgica apenas do tumor (com poucas chances de sucesso). Fiel aos seus princípios morais e religiosos decidiu, sem hesitar, que os médicos se preocupassem em primeiro lugar com a salvação da vida da criança. Naquele mesmo mês ela é operada. Entregue à Divina Providência encontra sucesso em sua cirurgia e vive os sete messes seguintes com admirável força de espírito aguardando o nascimento da filha.


“Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei- e isto o exijo- a criança. Salvai-a.Eu faço a vontade de Deus, e Deus providenciará o necessário para meus filhos.”


Em 1962 no dia 20 de abril, ela é internada para o parto. Era uma Sexta-feira Santa onde a Igreja vive e recorda os mistérios do sacrifício de amor de Jesus na Cruz e Santa Gianna se prepara para vivê-los. Pietro Molla em nenhum momento saiu do lado de sua santa esposa. O fruto desse amor heroico nasce no Sábado Santo e recebe o nome de Gianna Emanuela. Durante aquele momento, os médicos tentavam salvá-la a todo custo com antibióticos, soro, sondas, mas tudo em vão. Santa Gianna, ainda lúcida solicita e recebe a Extrema-Unção e a Santa Comunhão pela última vez. Sua irmã Virginia, chega da Índia e ainda consegue se despedir de Santa Gianna. Vendo o Crucifixo, pede e diz: “Jesus, Te amo”. No dia 28 de abril depois de muito sofrer, com 39 anos, falece Gianna Beretta Molla.


“Senhor, que seja Tua Vontade. Amamos a Cruz e temos que refletir que não a carregamos sozinhos(as), se não que é Jesus que nos ajuda a carregá-la e que Nele somos capazes de fazê-lo, já que Ele nos dá a força necessária para isso.” Santa Gianna Beretta Molla


Milagres que levaram a beatificação e canonização


O primeiro milagre tem relação com a sua família, seu irmão que veio para ser missionário no Brasil, residia em Grajaú no Maranhão e construiu um hospital. Em 1977, neste mesmo hospital, uma jovem chamada Lúcia Silva Cirilo, deu a luz a uma criança morta e com complicações pós parto, sua vida corria grave risco. As religiosas que trabalhavam no hospital intercederam por sua vida e logo, a mãe foi curada de uma fístula.


O segundo milagre que levou à canonização de Gianna, ocorreu em Franca, São Paulo, no ano 2000, onde Elisabete Comparini Arcolino teve sua bolsa rompida no quarto mês e foi orientada pelos médicos a abortar.Dom Diógenes Matthes ao visitar essa mãe, contou a história de Gianna. A mãe permaneceu então firme e deci- dida a renunciar a própria vida em favor de sua filha. As orações e a fé de Elisabete a conduziu ao nascimento de uma filha saudável.


Foi canonizada em 2004, por outro santo, São João Paulo II (Papa), e recebeu essa honra da Igreja Católica, pelo seu testemunho de vida cristã e pelo seu ato de entrega em favor da vida indefesa no útero materno.


Mártir do amor materno


Santa Gianna considerada a mártir do amor materno, lutou heroicamente pela vida, enfrentou os desafios da maternidade com alegria, cuidou de seu esposo com fidelidade, trabalhou com humildade, serviu a Santa Igreja e amou. Ela é para nós, mulheres e mães do séc. XXI, um verdadeiro exemplo de santidade e dedicação ao matrimônio e a maternidade. Santa Gianna diz que todas as mulheres são chamadas a maternidade, seja ela física ou espiritual. A mulher se realiza no amor, na doação, no sacrifício diário e é nesse amor, nessa doação, nesse sacrifício da maternidade que acontece o encontro com Deus. Santa Gianna é uma esperança em nossos corações e a confirmação de que somos chamados à santidade, em todos os estados de vida e assim como ela, somos também nós chamados a defender a Vida.  


“Esposa e mãe, mulher comprometida no âmbito eclesial e civil, que fez resplandecer a beleza e a alegria da fé, da esperança e da caridade”. Bento XVI




Oração 


Ó Deus, Amante da Vida, que doaste à Santa Gianna Beretta Molla responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e mãe, concede também a mim (pessoa para quem quer obter a Graça), por sua intercessão (fazer o pedido) e também seguir fielmente os Teus Desígnios, para que resplandeça sempre nas nossas famílias a Graça que consagra o amor eterno e à vida humana. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Teu Filho, que é Deus, e vive e reina Contigo na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. AMÉM.




Santa Gianna Beretta Molla, rogai por nós!

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