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Uma sentença de S. Bernardo diz: Cooperaram para nossa ruína um homem e uma mulher. Convinha, pois, que outro homem e outra mulher cooperassem para nossa reparação. E estes foram Jesus e Maria, sua Mãe. Não há dúvida, diz o Santo, Jesus Cristo, só, foi suficientíssimo para remir-nos. Mais conveniente era, entretanto, que para nossa reparação servissem ambos os sexos, assim como haviam cooperado ambos para nossa ruína. Pelo que S. Alberto chamou a Maria cooperadora da redenção. A própria Virgem revelou a S. Brígida que assim como Adão e Eva por um pomo venderam o mundo, assim também ela e seu Filho com um coração o resgataram. Do nada pôde Deus criar o mundo, observa S. Anselmo, mas não quis repará-lo sem a cooperação de Maria. De três modos, explica o Padre Suárez, cooperou a divina Mãe para a nossa salvação. Primeiro, merecendo com merecimento de côngruo a Encarnação do Verbo. Segundo, rogando muito a Deus por nós, enquanto esteve no mundo. Terceiro, sacrificando com boa vontade a Deus a vida do Filho para nossa salvação. Tendo, pois, Maria cooperado para a redenção com tanto amor pelos homens e tanto zelo pela glória divina, com razão determinou o Senhor que todos nos salvemos por intermédio de sua intercessão. Maria é chamada cooperadora de nossa justificação, diz Bernardino de Busti, porque Deus lhe entregou as graças todas que nos quer dispensar. Por isso, no dizer de S. Bernardo, todas as gerações, passadas, presentes e futuras, devem considerar Maria como medianeira e advogada da salvação de todos os séculos. Garante-nos Jesus Cristo que ninguém pode vir a ele, a não ser que o Pai o traga. “Ninguém pode vir a mim, se o Pai o não atrair” (Jo 6,44). O mesmo também, no sentir de Ricardo de S. Lourenço, diz Jesus de sua Mãe. Ninguém pode vir a mim, se minha Mãe o não atrair com suas preces. Jesus foi o fruto de Maria, como disse S. Isabel (Lc 1,42). Quem quer o fruto deve também querer a árvore. Quem, pois, quer a Jesus, deve procurar Maria; e quem acha Maria, certamente acha também Jesus. Vendo Isabel a Santíssima Virgem que a fora visitar em sua casa, e não sabendo como lhe agradecer, exclamou cheia de humildade: E donde a mim esta dita, que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor? (Lc 1,43). Mas como assim pergunta? Não sabia já Isabel que não só Maria, como também Jesus tinha vindo a sua casa? Por que, pois, se declara indigna de receber a Mãe, em vez de confessar-se indigna de ver o Filho vir a seu encontro? Ah! é porque bem entendia a Santa que Maria vem sempre com Jesus e que, portanto, lhe bastava agradecer à Mãe sem nomear o Filho. No livro dos Provérbios (31,14), diz-se da mulher prudente: Fez-se como a nau do negociante, que traz de longe o seu pão. Maria foi essa ditosa nau, que do céu nos trouxe Jesus Cristo, pão vivo descido do céu para dar-nos a vida eterna, como ele diz: Eu sou o pão vivo, que desci do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente (Jo 6,51). Daí conclui Ricardo de S. Lourenço que no mar deste mundo todos se perdem, quantos não se tiverem recolhido a esta nau, isto é, que não forem protegidos de Maria. Sempre, portanto, continua ele, que estivermos em perigo de nos perdermos pelas tentações ou paixões desta vida, urge recorrer a Maria, clamando: Depressa, Senhor, ajudai-nos, salvai-nos, se não quereis ver-nos perdidos. E note-se aqui, de passagem, que o sobredito autor não se faz escrúpulo de dizer a Maria: Salvai-nos que perecemos! Não imita, por conseguinte, o autor mencionado no parágrafo anterior, o qual nos proíbe que peçamos à Virgem salvação, porquanto no seu parecer só de Deus devemos esperá-la. Bem pode um condenado à morte dizer a algum valido do rei que o salve, pedindo ao príncipe indulto para sua vida. Mas por que então não poderemos nós dizer à Mãe de Deus que nos salve, impetrando-nos a graça da vida eterna? S. João Damasceno sem dificuldade dizia à Virgem Santíssima: Rainha pura e imaculada, salvai-me, livrai-me da condenação eterna! S. Boaventura saúda-a como “salvação dos que a invocam”. A Santa Igreja aprova o chamar-lhe “saúde dos enfermos”. E teremos nós escrúpulos de pedir-lhe que nos salve, quando um escritor afirma que ninguém se salva senão por ela? E já antes deles, S. Germano afirmou “que ninguém se salva a não ser por meio de Maria”. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Vê, ó minha alma, que bela esperança de salvação e de vida eterna te dá o Senhor. Em sua grande misericórdia te encheu de confiança no patrocínio de sua Mãe, embora tenhas, por teus pecados, tantas vezes merecido a reprovação e o inferno. Agradece, pois, a teu Deus e a Maria, tua protetora, que já se dignou tomar-te sob seu manto, como já o atestam as inúmeras graças que por seu intermédio tens recebido. Sim, eu vos agradeço, ó minha Mãe amorosíssima, por todo o bem que me tendes feito, a mim, pobre infeliz que mereci o inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me haveis livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes obtido de Deus! Que grande bem ou que grande honra de mim recebestes, para que tanto vos empenheis em fazer-me benefícios? A tanto vos moveu unicamente a vossa bondade. Ah! nem que eu sacrificasse por vós o sangue e a vida, nada seria em comparação ao que vos devo, já que vós me livrastes da morte eterna. Vós me fizestes, como eu espero, recobrar a graça divina; a vós, em suma, eu devo toda a minha sorte. Ó Senhora minha amabilíssima, miserável como sou, de outro modo não posso retribuir vossos benefícios, senão com meus louvores e com meu amor. Eia, não desdenheis aceitar a oferta de um pobre pecador tocado por vossa bondade. Se meu coração é indigno de amar-vos por estar manchado e cheio de apegos terrenos, a vós compete mudá-lo. Mudai-o, pois. Uni-me a meu Deus, ligai-me de tal modo que nunca mais me possa separar de seu amor. Vós desejais que eu ame vosso Deus e isto também eu quero de Vós; obtende-me a graça de amá-lo e amá-lo para sempre e nada mais quero. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

Meditar o Evangelho do dia;

Oração de louvor pelas graças derramadas sobre você esse mês;











Obs.: Ontem tive um problema com a internet, infelizmente, não pude postar.Obrigada por ter acompanhado esse mês por aqui. Continuemos em oração! 
Salve Maria Imaculada 


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Meditação

Esta proposição sobre a universal mediação de Maria, quanto aos bens que de Deus recebemos, não agrada muito a certo autor moderno.10 Embora fale, aliás com muita piedade e erudição, da verdadeira e da falsa devoção à Mãe de Deus, mostra-se muito avaro em lhe conceder esta glória. Em dar-lha não tiveram, entretanto, escrúpulo um S. Germano, um Santo Anselmo, um S. João Damasceno, um S. Boaventura, um S. Bernardino de Sena, o venerável abade de Celes e tantos outros doutores. Nenhum deles encontrou dificuldade na aceitação da doutrina de ser a mediação de Maria, pelos motivos já expostos, não só útil como também necessária à nossa salvação. Diz o citado autor que uma tal proposição, isto é, de não conceder o Senhor graça alguma senão por meio de Maria, é hipérbole, é uma exageração que escapou ao fervor de alguns santos. Falando-se com exatidão, quer a sentença apenas significar que de Maria recebemos Jesus Cristo, por cujos méritos obtemos todas as graças. Do contrário, acrescenta ele, seria um erro acreditar que Deus não possa distribuir-nos suas graças sem a intercessão de Maria. Pois diz o Apóstolo que “reconhecemos um único Deus e um único medianeiro entre Deus e os homens, Jesus Cristo”. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Vê, ó minha alma, que bela esperança de salvação e de vida eterna te dá o Senhor. Em sua grande misericórdia te encheu de confiança no patrocínio de sua Mãe, embora tenhas, por teus pecados, tantas vezes merecido a reprovação e o inferno. Agradece, pois, a teu Deus e a Maria, tua protetora, que já se dignou tomar-te sob seu manto, como já o atestam as inúmeras graças que por seu intermédio tens recebido. Sim, eu vos agradeço, ó minha Mãe amorosíssima, por todo o bem que me tendes feito, a mim, pobre infeliz que mereci o inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me haveis livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes obtido de Deus! Que grande bem ou que grande honra de mim recebestes, para que tanto vos empenheis em fazer-me benefícios? A tanto vos moveu unicamente a vossa bondade. Ah! nem que eu sacrificasse por vós o sangue e a vida, nada seria em comparação ao que vos devo, já que vós me livrastes da morte eterna. Vós me fizestes, como eu espero, recobrar a graça divina; a vós, em suma, eu devo toda a minha sorte. Ó Senhora minha amabilíssima, miserável como sou, de outro modo não posso retribuir vossos benefícios, senão com meus louvores e com meu amor. Eia, não desdenheis aceitar a oferta de um pobre pecador tocado por vossa bondade. Se meu coração é indigno de amar-vos por estar manchado e cheio de apegos terrenos, a vós compete mudá-lo. Mudai-o, pois. Uni-me a meu Deus, ligai-me de tal modo que nunca mais me possa separar de seu amor. Vós desejais que eu ame vosso Deus e isto também eu quero de Vós; obtende-me a graça de amá-lo e amá-lo para sempre e nada mais quero. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Rezar o Oficio da Imaculada Conceição;
  • Meditar o Evangelho do Dia;




“Ave Maria puríssima! Virgem Imaculada, querida e amada pelo Deus Onipotente desde toda a eternidade, livrai-nos das armadilhas do mundo e do demônio.”





Salve Maria Imaculada! 
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Que o recorrer, pois, à intercessão de Maria Santíssima seja coisa utilíssima e santa, só podem duvidar os que são faltos de fé. O que, porém, temos em vista é que esta intercessão é também necessária à nossa salvação. Necessária, sim, não absoluta, mas moralmente falando, como deve ser. A origem desta necessidade está na própria vontade de Deus, o qual pelas mãos de Maria quer que passem todas as graças que nos dispensa. Tal é a doutrina de S. Bernardino, doutrina atualmente comum a todos os teólogos e doutores, conforme o assevera o autor do Reino de Maria. Seguem esta doutrina Vega, Mendoza, Pacciuchelli, Ségneri, Poiré, Crasset e inúmeros outros autores. Até Alexandre Natal, aliás, tão reservado em suas proposições, diz ser vontade de Deus que pela intercessão de Maria esperemos todas as graças. Em seu apoio cita a célebre passagem de S. Bernardo: Esta é a vontade de Deus, que recebamos tudo por meio de Maria. Da mesma opinião é também Contenson, como se vê do seu comentário às palavras de Jesus, dirigidas a S. João, do alto da cruz. Assim faz ele dizer ao Salvador: Ninguém terá parte no meu sangue, senão pela intercessão de Maria. Minhas chagas são fontes de graças, mas só por meio de Maria correrão até aos homens. Tanto por mim serás amado, João, meu discípulo, quanto amares minha Mãe. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Vê, ó minha alma, que bela esperança de salvação e de vida eterna te dá o Senhor. Em sua grande misericórdia te encheu de confiança no patrocínio de sua Mãe, embora tenhas, por teus pecados, tantas vezes merecido a reprovação e o inferno. Agradece, pois, a teu Deus e a Maria, tua protetora, que já se dignou tomar-te sob seu manto, como já o atestam as inúmeras graças que por seu intermédio tens recebido. Sim, eu vos agradeço, ó minha Mãe amorosíssima, por todo o bem que me tendes feito, a mim, pobre infeliz que mereci o inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me haveis livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes obtido de Deus! Que grande bem ou que grande honra de mim recebestes, para que tanto vos empenheis em fazer-me benefícios? A tanto vos moveu unicamente a vossa bondade. Ah! nem que eu sacrificasse por vós o sangue e a vida, nada seria em comparação ao que vos devo, já que vós me livrastes da morte eterna. Vós me fizestes, como eu espero, recobrar a graça divina; a vós, em suma, eu devo toda a minha sorte. Ó Senhora minha amabilíssima, miserável como sou, de outro modo não posso retribuir vossos benefícios, senão com meus louvores e com meu amor. Eia, não desdenheis aceitar a oferta de um pobre pecador tocado por vossa bondade. Se meu coração é indigno de amar-vos por estar manchado e cheio de apegos terrenos, a vós compete mudá-lo. Mudai-o, pois. Uni-me a meu Deus, ligai-me de tal modo que nunca mais me possa separar de seu amor. Vós desejais que eu ame vosso Deus e isto também eu quero de Vós; obtende-me a graça de amá-lo e amá-lo para sempre e nada mais quero. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Exame de consciência;
  • Não comer carne;




 “Ave, Maria, Filha bem-amada do Pai eterno;

Ave, Maria, Mãe admirável do Filho;

Ave, Maria, Esposa fidelíssima do Espírito Santo;”







Salve Maria Imaculada! 
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Meditação

É a invocação e veneração dos santos, particularmente a de Maria, Rainha dos santos, uma prática não só lícita senão útil e santa. Pois procuramos por meio dela obter a graça divina. Esta verdade é de fé, estabelecida pelos Concílios contra os hereges que a condenam como injúria feita a Jesus Cristo, nosso único medianeiro. Mas, se, depois da morte, um Jeremias reza por Jerusalém; se os anciãos do Apocalipse apresentam a Deus as orações dos santos; se um S. Paulo promete a seus discípulos lembrar-se deles depois da morte; se S. Estêvão intercede por seus perseguidores e um S. Paulo, por seus companheiros; se, em suma, podem os santos rogar por nós, por que não poderíamos nós, por nossa vez, rogar-lhes para que intercedam por nós? Às orações de seus discípulos recomenda-se S. Paulo: Irmãos, rezai por nós (1Ts 5,25). S. Tiago exorta-nos “que roguemos uns pelos outros” (5,16). Podemos, por conseguinte, fazer o mesmo. Que seja Jesus Cristo único Mediador de justiça a reconciliar-nos com Deus, pelos seus merecimentos, quem o nega? Não obstante isso, compraz-se Deus em conceder-nos suas graças pela intercessão dos santos e especialmente de Maria, sua Mãe, a quem tanto deseja Jesus ver amada e honrada. Seria impiedade negar semelhante verdade. Quem ignora que a honra prestada às mães redunda em glória para os filhos? Os pais são as glórias dos filhos, lemos nos Provérbios (17,6). Quem muito enaltece a mãe, não precisa ter receio de obscurecer a glória do filho. Pois quanto mais se honra a Mãe, tanto mais se louva o Filho, diz S. Bernardo. E observa S. Ildefonso: É tributada ao Filho e ao Rei toda a honra que se presta à Mãe e à Rainha. Ao mesmo tempo está fora de dúvida que pelos merecimentos de Jesus Cristo foi concedida a Maria a grande autoridade de ser medianeira da nossa salvação, não de justiça, mas de graça e de intercessão, como bem lhe chamou Conrado de Saxônia com o título de “fidelíssima medianeira de nossa salvação”. E S. Lourenço Justiniano pergunta: Como não ser toda cheia de graça, aquela que se tornou a escada do paraíso, a porta do céu e a verdadeira medianeira entre Deus e os homens? Portanto, bem adverte Suárez: Quando suplicamos à Santíssima Virgem nos obtenha as graças, não é que desconfiemos da misericórdia divina, mas é muito antes porque desconfiamos da nossa própria indignidade. Recomendamo-nos, por isso, a Maria, para que supra sua dignidade a nossa miséria. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Vê, ó minha alma, que bela esperança de salvação e de vida eterna te dá o Senhor. Em sua grande misericórdia te encheu de confiança no patrocínio de sua Mãe, embora tenhas, por teus pecados, tantas vezes merecido a reprovação e o inferno. Agradece, pois, a teu Deus e a Maria, tua protetora, que já se dignou tomar-te sob seu manto, como já o atestam as inúmeras graças que por seu intermédio tens recebido. Sim, eu vos agradeço, ó minha Mãe amorosíssima, por todo o bem que me tendes feito, a mim, pobre infeliz que mereci o inferno. Ó minha Rainha, de quantos perigos me haveis livrado! Quantas luzes e quantas misericórdias me tendes obtido de Deus! Que grande bem ou que grande honra de mim recebestes, para que tanto vos empenheis em fazer-me benefícios? A tanto vos moveu unicamente a vossa bondade. Ah! nem que eu sacrificasse por vós o sangue e a vida, nada seria em comparação ao que vos devo, já que vós me livrastes da morte eterna. Vós me fizestes, como eu espero, recobrar a graça divina; a vós, em suma, eu devo toda a minha sorte. Ó Senhora minha amabilíssima, miserável como sou, de outro modo não posso retribuir vossos benefícios, senão com meus louvores e com meu amor. Eia, não desdenheis aceitar a oferta de um pobre pecador tocado por vossa bondade. Se meu coração é indigno de amar-vos por estar manchado e cheio de apegos terrenos, a vós compete mudá-lo. Mudai-o, pois. Uni-me a meu Deus, ligai-me de tal modo que nunca mais me possa separar de seu amor. Vós desejais que eu ame vosso Deus e isto também eu quero de Vós; obtende-me a graça de amá-lo e amá-lo para sempre e nada mais quero. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Começar e terminar o dia com as orações de manhã e a noite;
  • Rezar ao invés de falar futilidades e/ou inutilmente;





“A minha alma glorifica ao Senhor 
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: 
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.”





Salve Maria Imaculada! 
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Oh! como tremem os demônios, afirma S. Bernardo, só com ouvir pronunciar o nome de Maria! Os homens são atirados ao chão, se ao lado lhes cai algum raio. Assim também, diz Tomás de Kempis, são abatidos os demônios, logo que ouvem o nome de Maria. Quão assinaladas vitórias sobre estes inimigos têm já alcançado os servos de Maria, só com o proferirem o seu santo nome! Assim os venceram S. Antônio de Pádua, o bem-aventurado Henrique Suso e tantos outros que amavam a Mãe de Deus. Lê-se nos relatórios das missões do Japão o seguinte fato: Certo dia apareceram a um cristão muitos demônios sob forma de animais ferozes, que com ameaças o assustavam. Ele, porém, lhes disse: Armas com que vos possa amedrontar, eu não tenho. Se o Altíssimo vo-lo permite, de mim fazei o que vos aprouver. Contudo invoco em minha defesa os dulcíssimos nomes de Jesus e de Maria. Mal pronunciara os tão terríveis nomes para os demônios, abriu-se a terra e sorveu aqueles espíritos soberbos. Eádmero assegura, de própria experiência, ter visto e ouvido muitas pessoas que, pronunciando o nome de Maria, foram salvas de grande perigo. Glorioso e admirável é vosso nome, ó Maria, lemos em Boaventura. Quem na hora da morte o invoca, do inferno nada tem a temer. Pois, mal ouvem os demônios o nome de Maria, deixam em paz a alma. E Conrado de Saxônia acrescenta: No mundo não há inimigo que tanto tema um grande exército, como temem o nome e o patrocínio de Maria as potestades infernais. Ó Senhora minha, exclama S. Germano, só pela invocação do vosso nome segurais os vossos servos de todos os assaltos do inimigo. Se os cristãos nas tentações tivessem cuidado de proferir com devoção e confiança o nome de Maria, é certo que não cairiam nelas. Pois, como diz o Beato Alano, foge o demônio e treme o inferno ao som deste nome excelso. A mesma Senhora revelou a S. Brígida que até dos pecadores mais perdidos, mais afastados de Deus, e mais possuídos do demônio, se aparta este inimigo, logo quando sente que eles, com verdadeira vontade de emenda, invocam o seu poderosíssimo nome. Mas, acrescentou a Santíssima Virgem, se a alma não se emenda e não apaga seus pecados nas lágrimas do arrependimento, os demônios sem demora voltam e dela tomam conta. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Aqui está aos vossos pés, Mãe de meu Deus e minha única esperança, um miserável pecador que tantas vezes por suas culpas se tem tornado escravo do inferno. Reconheço que de mim triunfou o demônio, porque não recorri, ó meu refúgio, ao vosso auxílio. Se eu vos tivesse chamado sempre em meu socorro, se vos houvesse invocado, jamais teria perecido. Eu espero, amabilíssima Senhora, por vossa intercessão ter já saído das mãos do demônio e ter obtido de Deus o perdão. Receio, entretanto, vir para o futuro a cair novamente em pecado. Sei que meus inimigos não perderam a esperança de tornar-me a vencer e me estão preparando novos assaltos e tentações. Ah! minha Rainha e meu refúgio, ajudai-me; tomai-me sob vosso manto e nunca permitais que eu torne a ser presa do inferno. Sei que sempre me haveis de valer e dar vitórias todas as vezes que vos invocar. Temo, contudo, que nas tentações me esqueça de chamar-vos em meu socorro. Eis, portanto, a graça que vos imploro e de vós espero, ó Virgem Santíssima. Fazei que sempre vos tenha presente à memória, especialmente nas lutas contra as tentações. Ajudai-me para que então vos diga muitas vezes: Maria, valei-me, valei-me, ó Maria. E quando chegar finalmente o dia de minha última luta com o inferno, na hora da morte, assisti-me então, ó minha Rainha, de modo especial. Fazei vós mesmas que eu me lembre de invocar-vos sem cessar, com a boca ou com o coração, para que, expirando com vosso dulcíssimo nome e o de vosso Filho Jesus nos lábios, possa ir vos bendizer e louvar, e nunca mais separar-me de vossos pés, por toda a eternidade no paraíso. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Rezar a ladainha de Nossa Senhora;
  • Meditar o Evangelho do dia;



“Ave, ó Maria imaculada, de estrelas coroada
Vosso coração sobre o mundo reinará!”





Salve Maria Imaculada!
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Não só do céu e dos santos é Maria Santíssima Rainha, senão também do inferno e dos demônios, porque os venceu valorosamente com suas virtudes. Já desde o princípio do mundo tinha Deus predito à serpente infernal a vitória e o império que sobre ela obteria nossa Rainha. “Eu porei inimizade entre ti e a mulher; ela te esmagará a cabeça” (Gn 3,16). Mas que foi esta mulher, sua inimiga, senão Maria, que com a sua profunda humildade e santa virtude sempre venceu e abateu as forças de Satanás, como atesta S. Cipriano? É para se notar que Deus falou “eu porei” e não “eu ponho” inimizade entre ti e a mulher. Isto faz para mostrar que a sua vencedora não era Eva, que já então vivia, mas uma sua descendente. Esta devia trazer a nossos primeiros pais, como diz S. Vicente Ferrer, um bem maior do que aquele que tinha perdido com o seu pecado. Maria é, portanto, essa excelsa mulher forte que venceu o demônio e, em lhe abatendo a soberba, lhe esmagou a cabeça, conforme as palavras do Senhor: Ela te esmagará a cabeça. Duvidam alguns se estas palavras se referem a Maria ou a Jesus Cristo, porque os Setenta9 traduzem autós, isto é, ele esmagará a tua cabeça. Mas em nossa Vulgata (única versão da Sagrada Escritura aprovada pelo Concílio de Trento) lê-se ipsa, ela, e não ipse, ele. Assim também o entenderam S. Ambrósio, S. Jerônimo, S. Agostinho e muitíssimos outros. Mas, como quiserem, é certo que, ou o Filho por meio da Mãe, ou a Mãe por virtude do Filho, venceu a Lúcifer. Este espírito soberbo foi, portanto, para sua vergonha, calcado aos pés por esta Virgem bendita, na frase de S. Bernardo, e como prisioneiro de guerra é obrigado a obedecer sempre às ordens desta Rainha. Diz S. Bruno de Segni que Eva, vencida pela serpente, nos trouxe a morte e as trevas. Maria, porém, vencendo o demônio, nos trouxe a vida e a luz. E de tal modo o atou, que ele não pode mais se mover para causar o menor dano aos seus devotos. É bela a explicação que dá Ricardo de S. Lourenço ao trecho dos Provérbios: “O coração do homem (isto é, de Cristo) põe nela a sua confiança e ele não necessitará de despojos” (31,11), pois Maria enriquece seu Filho com os despojos que arranca ao demônio. Deus confiou a Maria o Coração de Jesus para que ela o faça amar pelos homens, comenta Cornélio a Lápide, e assim não lhe faltarão despojos, isto é, almas conquistadas. Porque Maria o enriquece de almas, das quais despoja o inferno, livrando-as do demônio com o seu poderoso socorro. É a palma um conhecido símbolo de vitória. Por isso foi nossa Rainha colocada num alto trono, à vista de todos os potentados celestes, como palma em sinal de segura vitória, que a si mesmos podem prometer-se todos aqueles que se põem debaixo do seu patrocínio. “Eu lancei em alto os meus ramos como a palmeira em Cades” (Eclo 24,18), isto é, acrescenta S. Alberto Magno, eu estendo minha mão sobre vós para vos proteger. Filhos, parece Maria nos dizer, quando o demônio vos assaltar, recorrei a mim, olhai para mim e tende ânimo, porque em mim, que vos defendo, vereis juntamente a vossa vitória. Por isso o recorrer a Maria é um meio seguríssimo para vencer todos os assaltos do inferno. Ela é também Rainha do inferno e senhora dos demônios, pois que os subjuga e doma, diz S. Bernardino de Sena. Daí vem ser Maria chamada “terrível como um exército em ordem de batalha” (Ct 6,3). Pois sabe ordenar bem o seu poder, a sua misericórdia e os seus rogos para a confusão dos inimigos e benefícios dos seus servos, que nas tentações invocam o seu poderosíssimo nome. “Semelhante à vinha dei frutos de suave dor” – fá-la dizer o Espírito Santo (Eclo 24,23). Aqui observa S. Bernardo: Dizem que toda serpente venenosa foge das vinhas em flor; assim fogem os demônios das almas afortunadas em que sentem o perfume da devoção de Maria. Ela é comparada também ao cedro: Crescendo, me elevei como o cedro do Líbano (Eclo 24,17). À semelhança do cedro que é incorruptível, ficou também Maria isenta do pecado. E como o cedro afugenta com seu odor as serpentes, observa o Cardeal Hugo, com sua santidade Maria afugenta os demônios. Por meio da arca os israelitas obtinham suas vitórias nos combates. Graças a ela triunfaram de seus inimigos, sob Moisés. E quando se elevava a arca, dizia ele: Levanta-te, Senhor, e dissipem-se os teus inimigos! (Nm 10,35). Assim foi tomada Jericó, assim foram desbaratados os filisteus, porque a arca de Deus estava naquele dia com os filhos de Israel (1Rs 14,18). Ora, como se sabe, era a arca figura de Maria. Assim como na arca estava o maná, observa Cornélio a Lápide, no seio de Maria estava Jesus, de quem o maná foi figura. Por meio desta arca concede-nos ele a vitória sobre o mundo e o inferno. Isto motiva as palavras de S. Bernardino de Sena: Quando Maria, arca do Novo Testamento, foi exaltada nos céus como Rainha, ficou abatido o poder do demônio sobre o homem. Oh! quanto tremem de Maria e de seu grande nome os demônios do inferno! observa Conrado de Saxônia. Ele os compara àquele inimigo de que fala Job: Arromba nas trevas as casas...; se de súbito aparece a aurora, crê que é a sombra da morte (24, 16, 17). Aproveitando as trevas, vão os ladrões roubar nas casas, mas, quando surge a aurora, fogem como se lhes aparecesse a imagem da morte. Assim também, continua Conrado, penetram os demônios na alma, quando a obscurece a ignorância. Mas, no momento em que surge a aurora, isto é, a graça e a misericórdia de Maria, dissipam-se as trevas e dela fogem os inimigos infernais, como diante da morte. Bem-aventurado, pois, aquele que nos assaltos do inferno invoca sempre o belo nome de Maria! Para confirmar o que dizemos, sirva uma revelação feita a S. Brígida. Deus concedeu a Maria um poder muito grande sobre todos os demônios. Sempre que eles atacam algum devoto da Virgem, e este a invoca em seu auxílio, basta um aceno de Maria para que fujam aterrorizados. Preferem até ver redobrados os seus suplícios a sentirem-se dominados pelo poder de Maria. O celeste Esposo louvou esta sua Esposa e chamou-lhe lírio, dizendo: Como o lírio entre os espinhos, assim é minha amiga entre as virgens (Ct 2,2). Como o lírio é um antídoto contra as serpentes e os venenos, reflete Cornélio a Lápide, assim é a invocação do nome de Maria, singular remédio para vencer todas as tentações, especialmente contra a pureza, como o ensina a experiência. Cosmas de Jerusalém assim se dirige a Maria: Ó Mãe de Deus, se confiar em vós, não sereis certamente vencido; pois, defendido por vós, perseguirei meus inimigos; triunfarei com certeza, opondo-lhes como escudo a vossa proteção e o vosso onipotente patrocínio. Entre os Padres Gregos escreve Jacob, monge: Senhor, vós nos destes nesta Mãe poderosíssima arma com a qual vencemos seguramente todos os nossos inimigos. Lemos no antigo Testamento que o Senhor guiava o seu povo na saída do Egito, de dia por meio de uma coluna de nuvem, e à noite por uma coluna de fogo (Êx 13,21). Esta maravilhosa coluna, ora de nuvem ora de fogo, era, no dizer de Ricardo de S. Lourenço, figura de Maria e dos dois ofícios que exerce continuamente para nosso bem. Como nuvem protege-nos dos ardores da divina justiça; como fogo defende-nos contra os demônios. Assim como a cera se derrete ao calor do fogo, acrescenta Conrado da Saxônia, também perdem os demônios toda a força sobre as almas que, lembradas do nome de Maria, a invocam com frequência e principalmente procuram imitá-la. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Aqui está aos vossos pés, Mãe de meu Deus e minha única esperança, um miserável pecador que tantas vezes por suas culpas se tem tornado escravo do inferno. Reconheço que de mim triunfou o demônio, porque não recorri, ó meu refúgio, ao vosso auxílio. Se eu vos tivesse chamado sempre em meu socorro, se vos houvesse invocado, jamais teria perecido. Eu espero, amabilíssima Senhora, por vossa intercessão ter já saído das mãos do demônio e ter obtido de Deus o perdão. Receio, entretanto, vir para o futuro a cair novamente em pecado. Sei que meus inimigos não perderam a esperança de tornar-me a vencer e me estão preparando novos assaltos e tentações. Ah! minha Rainha e meu refúgio, ajudai-me; tomai-me sob vosso manto e nunca permitais que eu torne a ser presa do inferno. Sei que sempre me haveis de valer e dar vitórias todas as vezes que vos invocar. Temo, contudo, que nas tentações me esqueça de chamar-vos em meu socorro. Eis, portanto, a graça que vos imploro e de vós espero, ó Virgem Santíssima. Fazei que sempre vos tenha presente à memória, especialmente nas lutas contra as tentações. Ajudai-me para que então vos diga muitas vezes: Maria, valei-me, valei-me, ó Maria. E quando chegar finalmente o dia de minha última luta com o inferno, na hora da morte, assisti-me então, ó minha Rainha, de modo especial. Fazei vós mesmas que eu me lembre de invocar-vos sem cessar, com a boca ou com o coração, para que, expirando com vosso dulcíssimo nome e o de vosso Filho Jesus nos lábios, possa ir vos bendizer e louvar, e nunca mais separar-me de vossos pés, por toda a eternidade no paraíso. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Recitar o Magnificat;
  • Oferecer o dia pelos blasfemadores;




“Ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria,

Rogai por nós, santa Mãe de Deus!”






Salve Maria Imaculada 
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Meditação:

E se alguém duvidar de ser socorrido de Maria, ao invocá-la, ouça a repreensão de Inocêncio III: Quem é aquele que pediu socorro a esta doce Soberana e ela o não atendeu? Aqui exclama o Beato Eutiquiano: Ó Virgem Santa, que podeis ajudar todo miserável e salvar os maiores pecadores, quem jamais solicitou vosso poderoso patrocínio e por vós foi desamparado? Tal caso nunca se deu e nunca se há de dar. Concordo, diz S. Bernardo, que nunca mais exalte vossa misericórdia, ó Virgem Maria, aquele que, tendo invocado vosso auxílio em suas necessidades, se recorde de ter sido abandonado por vós. Mais depressa desaparecerão o céu e a terra, diz o devoto Blósio, do que deixe Maria de valer a quem com boa intenção a implora e nela confia. – Para aumentar a nossa confiança, sirvam as palavras de Eádmero: Quando nos dirigimos a essa divina Mãe, não só devemos ficar certos de seu patrocínio, mas às vezes seremos até mais depressa atendidos e salvos chamando pelo nome de Maria, do que invocando o santíssimo nome de Jesus, nosso Salvador. E eis a razão que dá o escritor: Cristo, como Juiz, tem o ofício de punir; a Virgem como padroeira tão somente tem o de compadecer-se. Quer com isso dizer que achamos a salvação mais depressa junto à Mãe que junto ao Filho. Não porque Maria tenha mais poder que Jesus Cristo, nosso único Salvador, o qual com seus méritos nos obteve e ainda obtém a salvação. O motivo, ao contrário, é que, em Jesus, vemos também nosso Juiz, cujo ofício é castigar os ingratos. Ao recorrermos a ele, facilmente então nos pode faltar a confiança. Mas indo a Maria, cujo ofício outro não é que o de compadecer-se de nós como Mãe de misericórdia, e de proteger-nos como nossa advogada, parece que a nossa confiança se torna maior e mais segura. Muitas coisas se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se a Maria, e conseguem-se. Como pode ser isto? Responde Nicéforo que isto acontece, não porque Maria seja mais poderosa que Deus, mas porque Deus determinou honrar assim sua Mãe. Mui consoladora é a promessa que Nosso Senhor fez a S. Brígida. Um dia esta Santa ouviu Jesus Cristo falar com sua Mãe e dizer-lhe: Minha Mãe, pedi-me o que quiserdes; nunca vos hei de negar coisa alguma; e ficai sabendo – ajuntou – que prometo despachar favoravelmente a quantos solicitarem de mim graças por vosso amor. Não importa que sejam pecadores, contanto que tenham o firme propósito de emenda. – A mesma coisa foi revelada a S. Gertrudes, quando ouviu nosso Redentor dizer a Maria que ele, pela sua onipotência, lhe tinha concedido poder usar de misericórdia com os pecadores que a invocam, do modo que ela quisesse. Digam, pois, todos com grande confiança, invocando esta Mãe de misericórdia, como lhe dizia o Pseudo-Agostinho: Lembrai-vos, ó piedosíssima Senhora, que não se tenha ouvido, desde que o mundo é mundo, que alguém fosse de vós desamparado. E por isso perdoai-me se vos digo que não quero ser o primeiro infeliz, que, recorrendo a vós, não consiga o vosso amparo. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Ó Mãe de Deus, Rainha dos anjos, esperança dos homens, escutai a quem vos chama e a vós recorre. Prostrado hoje aos vossos pés, consagro-me para sempre a vós na qualidade de servo, e me obrigo a vos servir e honrar quanto posso durante o resto de minha vida. Pouco honrada sois, bem o sei, pela homenagem de um escravo tão vil e rebelde como eu, que tanto tenho ofendido a Jesus, vosso Filho e meu Redentor. Mas, se, apesar de minha indignidade, me recebeis como servo e me tornais digno pela vossa intercessão, este ato mesmo de misericórdia vos granjeará a honra que um miserável como eu vos não poderia dar. Aceitai-me, pois, e não me rejeitais, ó minha Mãe. Para buscar as ovelhas perdidas é que o Verbo eterno desceu do céu; para salvá-las é que ele se fez vosso Filho. E seríeis capaz de repelir uma ovelhinha que a vós recorre para achar a Jesus? Pago já o preço da minha salvação; meu Salvador já derramou por mim o seu divino sangue, o qual bastaria para salvar milhares de mundos. Só resta aplicar-me os merecimentos dele, e isto de vós depende. Virgem bendita, vós podeis, diz S. Bernardo, dispensar a quem vos apraz os merecimentos deste sangue. Podeis salvar a quem quereis, no-lo afirma S. Boaventura; salvai-me, ó Soberana minha. Entrego-vos, neste instante, toda a minha alma; tratai de salvá-la. Ó salvação dos que vos invocam, direi, terminando, com o mesmo Santo, salvai-me!

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Meditar o Evangelho do dia;
  • Exame de consciência;




“Ave Maria Puríssima,

sem pecado concebida.

Para o vale de lagrimas olhai e

Pelos teus filhos rogai!”





Salve Maria Imaculada!
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Meditação:


Para o mesmo Santo, Rute foi figura de Maria. Pois seu nome significa “aquela que vê e se apressa”. Vendo Maria nossas misérias, se apressa a fim de nos socorrer com a sua misericórdia. Novarino acrescenta que nela desconhece demoras o desejo de fazer-nos bem; e porque não é avara guardadora de suas graças, não tarda, como Mãe de misericórdia, em derramar sobre os seus servos os tesouros de sua benignidade. Oh! como é pronta esta boa Mãe para valer a quem a invoca! Explicando a passagem dos Cânticos (4,5), diz Ricardo de S. Lourenço que Maria é tão veloz em exercer misericórdia para com quem lha pede, como são velozes em suas corridas os cabritos. O mesmo autor assevera-nos que a compaixão de Maria se derrama sobre quem a pede, ainda que não medeiem outras orações mais que a de uma breve Ave-Maria. Pelo que, atesta Novarino que a Santíssima Virgem não só corre, mas voa em auxílio de quantos a invocam. No exercício de sua misericórdia, ela imita a Deus, que também voa sem demora em socorro dos que o chamam, porque é fidelíssimo no cumprimento da promessa: Pedi e recebereis (Jo 16,24). Assim afirma Novarino. Do mesmo modo procede Maria. Quando é invocada, logo está pronta para ajudar a quem a chamou em seu auxílio. E com isso ficamos entendendo quem seja aquela mulher do Apocalipse (12,14), a quem se deram duas grandes asas de águia para voar ao deserto. Nelas vê Ribeira o amor com que Maria se eleva sempre para Deus. Mas o Beato Amadeu diz que estas asas de águia significam a presteza com que Maria, vencendo a velocidade dos serafins, socorre sempre os seus filhos. A isto corresponde também o que lemos no Evangelho de S. Lucas. Quando Maria foi visitar S. Isabel e cumular de graças aquela família inteira, não fez a viagem com vagar, mas sim com presteza: E naqueles dias, levantando-se, Maria foi com presteza às montanhas (Lc 1,39). De seu regresso não lemos a mesma observação. Diz, por isso, o Cântico dos Cânticos: As suas mãos são de ouro, feitas ao torno (5,14). É a seguinte a explicação dada a esta passagem por Ricardo de S. Lourenço: Assim como o trabalho do torno é mais fácil e pronto que os demais, também Maria é mais pronta que todos os santos em ajudar os seus devotos. Vivíssimo é o seu desejo de consolar-nos. Por isso apenas por ela chamamos, logo afável aceita as orações e socorre. Tem razão S. Boaventura* ao chamá-la de saúde dos que a invocam, significando que basta invocar esta divina Mãe para ser salvo. Sempre a encontram prestadia para ajudar, quantos a ela se dirigem, reza a sentença de Ricardo de S. Lourenço. Mais deseja essa grande Senhora fazer-nos favores do que nós os desejamos receber, assegura Bernardino de Busti. Nem ainda a multidão de nossos pecados deve diminuir nossa confiança, quando nos prostramos aos pés de Maria. Ela é a Mãe de misericórdia, mas a misericórdia não tem razão de ser onde não há misérias para aliviar. Uma boa mãe não hesita em tratar de um filho coberto de chagas repugnantes, ainda que lhe custe abnegações e trabalhos, observa Ricardo de S. Lourenço. Da mesma forma também não sabe nossa boa Mãe abandonar-nos, quando por ela chamamos, por mais horripilantes que sejam os pecados de que nos precisa curar. E justamente isso quis Maria significar quando se fez ver a S. Gertrudes, estendendo seu manto para cobrir com ele todos os que a ela recorriam. Ao mesmo tempo entendeu a Santa que todos os anjos têm cuidado de defender os devotos de Maria contra os assaltos do inferno. É tal a compaixão desta boa Mãe, e tanto o amor que nos consagra que nem espera por nossas orações. “Ela se antecipa aos que a desejam” (Sb 6,14). S. Anselmo, ao aplicar estas palavras a Maria, diz: A Virgem se antecipa com seu auxílio aos desejosos de sua proteção. Devemos, pois, saber que ela nos alcança de Deus muitas graças, mesmo antes de lhas pedirmos. Por isso, segundo Ricardo de S. Vítor, dela se diz que é como a lua (Ct 6,9). Como esta é veloz na sua carreira, assim também Maria o é na prontidão com que atende a seus devotos. Tanto se interessa por nosso bem, que se antecipa até as nossas súplicas. Sua misericórdia é mais pronta em nos socorrer, do que nós somos pressurosos em invocá-la. A causa disto está no seu mui compassivo coração, observa Ricardo. Apenas sabe da nossa miséria, logo deixa correr o leite de sua misericórdia. É impossível a tão benigna Rainha ver a necessidade de uma alma, sem ir incontinenti a seu auxílio.  Esta grande compaixão de Maria para com nossas misérias a leva a nos socorrer e consolar, mesmo quando a não invocamos. É o que nos mostrou durante sua vida, nas bodas de Caná (Jo 2,3). A seus compassivos olhos não escapou o embaraço dos esposos que, aflitos e vexados, perceberam a falta do vinho à mesa dos convidados. Sem ser rogada, movida somente por seu piedoso coração incapaz de assistir indiferente à aflição de outros, pediu Maria a seu Filho que consolasse a família. Fê-lo, expondo-lhe com singeleza a necessidade em que ela estava, dizendo: Eles não têm vinho. Então o Senhor, para valer àquela família e mais ainda para contentar o compassivo coração de sua Mãe que o desejava, operou o célebre milagre de mudar em vinho a água das talhas. Isto comentando, conclui Novarino: Se Maria é tão pronta em ajudar, mesmo sem ser rogada, quanto mais o será para consolar quem a invoca e a chama em seu auxílio? (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Ó Mãe de Deus, Rainha dos anjos, esperança dos homens, escutai a quem vos chama e a vós recorre. Prostrado hoje aos vossos pés, consagro-me para sempre a vós na qualidade de servo, e me obrigo a vos servir e honrar quanto posso durante o resto de minha vida. Pouco honrada sois, bem o sei, pela homenagem de um escravo tão vil e rebelde como eu, que tanto tenho ofendido a Jesus, vosso Filho e meu Redentor. Mas, se, apesar de minha indignidade, me recebeis como servo e me tornais digno pela vossa intercessão, este ato mesmo de misericórdia vos granjeará a honra que um miserável como eu vos não poderia dar. Aceitai-me, pois, e não me rejeitais, ó minha Mãe. Para buscar as ovelhas perdidas é que o Verbo eterno desceu do céu; para salvá-las é que ele se fez vosso Filho. E seríeis capaz de repelir uma ovelhinha que a vós recorre para achar a Jesus? Pago já o preço da minha salvação; meu Salvador já derramou por mim o seu divino sangue, o qual bastaria para salvar milhares de mundos. Só resta aplicar-me os merecimentos dele, e isto de vós depende. Virgem bendita, vós podeis, diz S. Bernardo, dispensar a quem vos apraz os merecimentos deste sangue. Podeis salvar a quem quereis, no-lo afirma S. Boaventura; salvai-me, ó Soberana minha. Entrego-vos, neste instante, toda a minha alma; tratai de salvá-la. Ó salvação dos que vos invocam, direi, terminando, com o mesmo Santo, salvai-me!

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Oferecer os sacrifícios do dia a Nossa Senhora das Dores;
  • Pedir a Nossa Senhora o dom de servir alegremente;



“Escuta ó mãe atende ó mãe
A súplica do povo teu
Implora a ti confiante
Rogai por nós junto a Deus”






Salve Maria Imaculada! 

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Meditação:


Como pobres filhos da infortunada Eva, somos réus da mesma culpa e condenados à mesma pena. Andamos errando por este vale de lágrimas, exilados de nossa pátria, chorando por tantas dores que nos afligem no corpo e no espírito. Feliz, porém, aquele que por entre tais misérias se dirige muitas vezes à consoladora do mundo, ao refúgio dos pecadores, à grande Mãe de Deus. Feliz quem a invoca e implora com devoção! Bem-aventurado o homem que me ouve e que vela todos os dias à entrada de minha casa (Pr 8,34). Bem-aventurado, diz Maria, quem ouve meus conselhos e permanece constantemente à porta de minha misericórdia, invocando minha intercessão e meu auxílio. A Santa Igreja bem a nós, seus filhos, ensina com quanto zelo e quanta confiança devemos recorrer sem cessar a esta nossa amorosa protetora. Pois é ordem sua que lhe tribute um culto particular. Durante o ano celebra muitas festas em sua honra e prescreve que um dia da semana lhe seja especialmente dedicado. Exige também que, diariamente no Ofício Divino, todos os eclesiásticos e religiosos a invoquem em nome do povo cristão, e que três vezes ao dia os fiéis a saúdem ao toque das Ave-Marias. Bastaria, para isso, somente ver e ouvir que em todas as calamidades públicas a Santa Igreja sempre quer que se recorra à divina Mãe com novenas, com orações, com procissões e visitas às suas igrejas e imagens. Isto mesmo quer Maria que façamos. Que sempre a invoquemos, que sempre lhe peçamos, não por necessitar dos nossos obséquios, nem das nossas honras tão inadequadas aos seus merecimentos, mas sim para que, à medida da nossa devoção e da nossa confiança, possa melhor socorrer-nos e consolar-nos. Procura, na frase de S. Boaventura, os que dela se aproximam devota e reverentemente; ama-os, nutre-os, aceita-os por filhos. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Ó Mãe de Deus, Rainha dos anjos, esperança dos homens, escutai a quem vos chama e a vós recorre. Prostrado hoje aos vossos pés, consagro-me para sempre a vós na qualidade de servo, e me obrigo a vos servir e honrar quanto posso durante o resto de minha vida. Pouco honrada sois, bem o sei, pela homenagem de um escravo tão vil e rebelde como eu, que tanto tenho ofendido a Jesus, vosso Filho e meu Redentor. Mas, se, apesar de minha indignidade, me recebeis como servo e me tornais digno pela vossa intercessão, este ato mesmo de misericórdia vos granjeará a honra que um miserável como eu vos não poderia dar. Aceitai-me, pois, e não me rejeitais, ó minha Mãe. Para buscar as ovelhas perdidas é que o Verbo eterno desceu do céu; para salvá-las é que ele se fez vosso Filho. E seríeis capaz de repelir uma ovelhinha que a vós recorre para achar a Jesus? Pago já o preço da minha salvação; meu Salvador já derramou por mim o seu divino sangue, o qual bastaria para salvar milhares de mundos. Só resta aplicar-me os merecimentos dele, e isto de vós depende. Virgem bendita, vós podeis, diz S. Bernardo, dispensar a quem vos apraz os merecimentos deste sangue. Podeis salvar a quem quereis, no-lo afirma S. Boaventura; salvai-me, ó Soberana minha. Entrego-vos, neste instante, toda a minha alma; tratai de salvá-la. Ó salvação dos que vos invocam, direi, terminando, com o mesmo Santo, salvai-me!

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Não escutar música;
  • Rezar o Ofício da Imaculada Conceição;

“Sois mãe criadora dos mortais viventes.
Sois dos santos porta, dos anjos, senhora.”







Salve Maria Imaculada!


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Meditação:


Lê-se no livro de Rute (2,3) que Booz permitiu a uma mulher por nome Rute respigar, indo atrás dos segadores. Aqui sugere Conrado de Saxônia: Como Rute achou graça aos olhos de Booz, assim Maria achou graça diante de Deus, para recolher as espigas abandonadas pelos segadores. Estes últimos são os operários evangélicos, os missionários, os pregadores, os confessores, que com as suas fadigas continuamente colhem e amealham almas para Deus. Almas há, porém, rebeldes e obstinadas que são abandonadas por eles. Só a Maria é dado salvar, por sua poderosa intercessão, essas espigas largadas no campo. Mas quão infelizes são as almas que nem por esta doce Senhora se deixam apanhar! Estas, sim, serão, com efeito, perdidas e amaldiçoadas. Bem-aventurado, ao contrário, quem recorre a esta boa Mãe. Pecador algum, tão perdido e tão viciado há no mundo, diz Blósio, que Maria o aborreça e despreze. Não; se lhe vier pedir socorro, ela sabe e pode reconciliá-lo com seu Filho e alcançar-lhe o perdão. É, pois, com razão, ó minha Rainha, que S. João Damasceno vos saúda como esperança dos desamparados. Com razão vos chama S. Lourenço Justiniano esperança dos delinquentes; e o Pseudo-Agostinho, único refúgio dos pecadores; S. Efrém, porto seguro dos náufragos, ajuntando que sois até protetora dos réprobos. Finalmente tem razão S. Boaventura,* ao exortar à esperança até os mais desesperados, enquanto cheio de ternura diz amorosamente a sua Mãe caríssima: Senhora, quem não há de confiar em vós? Vós socorreis até os desesperados. Não duvido – ajunta – que sempre que a vós recorremos, alcançaremos quanto quisermos. Em vós, pois, espere quem desespera. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Venero, ó Santíssima Virgem Maria, o vosso puríssimo Coração, delícia e repouso de Deus. Coração todo cheio de humildade, de pureza e de amor divino. Infeliz pecador, venho a vós com o coração todo manchado e chagado. Ó Mãe de piedade, não me desprezeis por me verdes assim, mas redobrai de compaixão e socorrei-me. Não busqueis em mim para ajudar-me nem virtude, nem méritos. Estou perdido e só mereço o inferno. Peço-vos que só olheis para a confiança que tenho em vós e para o propósito em que estou de emendar-me. Diante de vossos olhos coloco o quanto Jesus fez e padeceu por mim. Abandonai-me, se fordes capaz. Apresento-vos todos os sofrimentos de sua vida, o frio que padeceu no presépio, a sua fuga para o Egito, o sangue que derramou, a pobreza, os suores, a tristeza, a morte que suportou por meu amor, estando vós presente. E por amor de Jesus empenhai-vos em salvar-me. Ah! minha Mãe, não quero nem posso recear ser repelido, agora que recorro a vós e vos peço que me ajudeis. Se isto temesse, faria injúria a vossa misericórdia, que anda buscando miseráveis para os socorrer. Senhora, não recuseis vossa piedade àquele a quem Jesus não recusou seu sangue. Mas os merecimentos deste sangue não me serão aplicados, se não me recomendardes a Deus. De vós, pois, espero a minha salvação. E não vos peço riquezas, honras, nem outros bens da terra; peço-vos a graça de Deus, o amor para com vosso Filho, o cumprimento de sua vontade, e o paraíso para amá-lo eternamente. Será possível que não me ouçais? Não; vós já me entendestes, assim espero. Já me procurastes a graça que pretendo. Já me tomastes sob vossa proteção. Minha mãe, não me deixeis; continuai a rogar por mim até me verdes salvo no céu, para louvar e render-vos as devidas graças eternamente. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Não comer carne;
  • Meditar o Evangelho do dia;



“Casa dedicada, a Deus sempiterno.
Sempre preservada,Virgem, do pecado.”








Salve Maria Imaculada!
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Meditação:


É Maria comparada ao plátano: Eu cresci como o plátano (Eclo 24,14). A isso bem atendam os pecadores. O plátano oferece agasalho ao viandante que em sua sombra pode repousar, livre dos raios do sol. Também Maria, quando vê acesa contra eles a ira da divina justiça, os convida a refugiarem-se à sombra da sua proteção. Lamentava-se o profeta Isaías em seu tempo, dizendo: “Eis aí está que tu te iraste, Senhor, porque nós pecamos...; não há quem se levante e te detenha” (64, 5, 7). Senhor, estais justamente irado contra os pecadores, queria ele dizer; não há quem por nós vos possa aplacar. Assim gemia o profeta, diz Conrado de Saxônia, porque então Maria ainda não era nascida. Mas agora, se Deus está irado contra qualquer pecador e Maria toma à sua conta protegê-lo, ela detém o Filho, para que não o castigue, e salva-o. Ninguém há, continua Conrado, mais apto do que ela para suspender a espada da divina justiça, para que não descarregue o golpe sobre os pecadores. Sobre este mesmo pensamento, diz Ricardo de S. Lourenço que Deus, antes de no mundo existir Maria, se queixava de não haver quem o impedisse de punir os pecadores; mas agora é Maria quem o aplaca. Ó pecador – exclama Basílio de Seleucia –, não percas a confiança, mas recorre a Maria em todas as necessidades; chama-a em teu socorro, pois a encontrarás sempre pronta para te valer, porque é vontade de Deus que ela nos valha em todos os nossos apuros. Tem esta Mãe de Misericórdia mui vivo desejo de salvar os pobres pecadores. Por isso vai pessoalmente em busca deles para os ajudar e sabe como reconciliá-los com Deus, se a ela recorrem. Desejava Isaac comer alguma caça e prometeu a Esaú que o abençoaria, se lha trouxesse. Mas Rebeca queria que essa bênção coubesse a Jacó, outro filho seu. Mandou-o por isso buscar dois cabritos e guisou-os ao gosto de Isaac (Gn 27,9). Os cabritos são uma imagem dos pecadores, e Rebeca, segundo S. Antonio, é figura de Maria. Trazei-me os pecadores, diz a Senhora aos anjos, quero prepará-los, obtendo-lhes contrição e bom propósito, para que se tornem dignos e agradáveis a meu Senhor. Revelou a própria Virgem Santíssima a S. Brígida que não há no mundo pecador tão inimizado com Deus, que se não converta e recupere a divina graça, se a invocar e a ela recorrer. Certo dia a mesma santa ouviu Jesus Cristo dizer a sua Mãe que ela estaria pronta a obter a divina graça até mesmo a Lúcifer, caso este se humilhasse e implorasse seu auxílio. Jamais aquele espírito soberbo saberá humilhar-se para impetrar o socorro de Maria. Fora isso, entretanto, possível, dele tivera a Virgem piedade, e o poder de suas preces lhe obtivera perdão e salvação. Mas o que não é possível a respeito do demônio acontece com os pecadores que se dirigem a esta compassiva Mãe. Figura foi de Maria a arca de Noé. Pois como nela acharam abrigo todos os animais da terra, igualmente sob o manto de Maria encontraram refúgio todos os pecadores, cujos vícios e pecados sensuais os tornam semelhantes aos brutos. Há esta diferença, entretanto, observa Pacciucchelli: na arca entraram os brutos e brutos ficaram. O lobo ficou sendo lobo e o tigre ficou sendo tigre. Mas debaixo do manto de Maria o lobo é mudado em cordeiro e o tigre em pomba. Um dia viu S. Gertrudes a Maria com o manto aberto e debaixo dele muitas feras de diversas espécies: leopardos, ursos etc. Viu também que a Virgem não só os afugentava, mas antes docemente os recebia e afagava. Entendeu a Santa que eles figuravam os míseros pecadores, acolhidos por Maria com afável amor, quando a ela recorrem. Razão sobejava, pois, a Egídio de Schoenau ao dizer à Santíssima Virgem: “Senhora, não detestais a nenhum pecador, por mais asqueroso e abominável que seja. Se ele implora vossa proteção, nunca deixais de estender-lhe compassiva mão para arrancá-lo do abismo do desespero”. Bendito e para sempre louvado seja Deus, que vos fez, ó Maria amabilíssima, tão compassiva e tão benigna até para com os mais miseráveis! Infeliz de quem não vos ama, e que podendo recorrer a vós, em vós não confia! Perde-se quem a Maria não recorre, mas quem jamais se perdeu, depois de implorá-la? (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Venero, ó Santíssima Virgem Maria, o vosso puríssimo Coração, delícia e repouso de Deus. Coração todo cheio de humildade, de pureza e de amor divino. Infeliz pecador, venho a vós com o coração todo manchado e chagado. Ó Mãe de piedade, não me desprezeis por me verdes assim, mas redobrai de compaixão e socorrei-me. Não busqueis em mim para ajudar-me nem virtude, nem méritos. Estou perdido e só mereço o inferno. Peço-vos que só olheis para a confiança que tenho em vós e para o propósito em que estou de emendar-me. Diante de vossos olhos coloco o quanto Jesus fez e padeceu por mim. Abandonai-me, se fordes capaz. Apresento-vos todos os sofrimentos de sua vida, o frio que padeceu no presépio, a sua fuga para o Egito, o sangue que derramou, a pobreza, os suores, a tristeza, a morte que suportou por meu amor, estando vós presente. E por amor de Jesus empenhai-vos em salvar-me. Ah! minha Mãe, não quero nem posso recear ser repelido, agora que recorro a vós e vos peço que me ajudeis. Se isto temesse, faria injúria a vossa misericórdia, que anda buscando miseráveis para os socorrer. Senhora, não recuseis vossa piedade àquele a quem Jesus não recusou seu sangue. Mas os merecimentos deste sangue não me serão aplicados, se não me recomendardes a Deus. De vós, pois, espero a minha salvação. E não vos peço riquezas, honras, nem outros bens da terra; peço-vos a graça de Deus, o amor para com vosso Filho, o cumprimento de sua vontade, e o paraíso para amá-lo eternamente. Será possível que não me ouçais? Não; vós já me entendestes, assim espero. Já me procurastes a graça que pretendo. Já me tomastes sob vossa proteção. Minha mãe, não me deixeis; continuai a rogar por mim até me verdes salvo no céu, para louvar e render-vos as devidas graças eternamente. Amém.

 

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Não assistir televisão;
  • Ler sobre a vida de um santo;




“Sois Mãe criadora dos mortais viventes,
sois dos Santos porta, dos Anjos Senhora.”





Salve Maria Imaculada!


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Meditação:


Depois que Deus criou a terra, criou também dois luzeiros. Um maior, isto é, o sol, para que alumiasse de dia. Outro menor, isto é, a lua, para que brilhasse à noite (Gn 1,16). O sol, diz o Cardeal Hugo, é figura de Jesus Cristo, de cuja luz gozam os justos que vivem no dia da divina graça. A lua é figura de Maria, por meio da qual são iluminados os pecadores que vivem na noite do pecado. Já que Maria é esta lua propícia aos miseráveis pecadores, se algum miserável, diz Inocêncio III, se acha imerso nesta noite de culpa, que há de fazer? Aquele que perdeu a luz do sol, perdendo a divina graça, volte-se para a lua, faça oração a Maria; dela receberá luz para conhecer a miséria de seu estado e força para deixá-lo imediatamente. Garante-nos S. Metódio que os rogos de Maria convertem continuamente uma quase inumerável multidão de pecadores. Um dos títulos com que a Santa Igreja saúda Maria, e que muito anima os pobres pecadores, é aquele da Ladainha: Refúgio dos pecadores. Havia na Judeia, outrora, cidades de refúgio, nas quais os culpados podiam abrigar-se e ficavam a salvo das penas merecidas. Agora já não há tantas cidades de refúgio como antigamente. Só há uma que é Maria Santíssima, da qual foi dito: Coisas gloriosas se tem dito de ti, ó cidade de Deus (Sl 86,3). Existe aqui uma diferença, porém. Nas antigas cidades de refúgio não havia asilo para todos os culpados, nem para toda sorte de delitos, enquanto que sob o manto de Maria acham refúgio todos os pecadores e toda espécie de delito. Basta que se recorra a ela, para se estar a salvo. Sou cidade de refúgio para todos que a mim recorrem, faz S. Damasceno dizer nossa Rainha. Só se exige que a ela se recorra. “Ajuntai-vos e entremos na cidade fortificada e guardemos aí silêncio” (Jr 8,14). Esta cidade fortificada, explica S. Alberto Magno, é a Santíssima Virgem fortificada em graça e glória. “Guardemos aí silêncio” – a isso observa a Glossa: Já que nós não temos de pedir ao Senhor, basta que entremos nesta cidade, e nos calemos; porque Maria falará e rogará por nós. Exorta por isso Benedito Fernandes todos os pecadores a refugiarem-se sob o manto de Maria, dizendo: Fugi, ó Adão, ó Eva, fugi, ó filhos seus que tendes ofendido a Deus, fugi e refugiai-vos no seio desta boa Mãe. Não sabeis que é ela a única cidade de refúgio e a única esperança dos pecadores? Também nos sermões atribuídos a S. Agostinho, Maria é chamada nossa única esperança. Da mesma forma exprime-se S. Efrém: Vós sois a única advoga dos pecadores e daqueles que precisam de todo o socorro. Eu vos saúdo como asilo e refúgio no qual ainda podem os pecadores achar salvação e acolhimento. E isto precisamente Davi queria dizer com as palavras: Ele me põe a coberto no escondido do seu tabernáculo (Sl 26,5). E quem é este tabernáculo de Deus, senão Maria, como a chama André de Creta? “Tabernáculo feito por Deus, em que só Deus entrou para cumprir os grandes mistérios da Redenção.” Diz a este propósito o grande padre da Igreja S. Basílio, que o Senhor nos deu Maria como um hospital público, onde se podem recolher todos os enfermos, que são pobres e desamparados de todos os socorros. Ora, pergunto eu, quais são os que mais direito têm a ser admitidos nos hospitais destinados aos indigentes? Não são porventura os mais pobres e mais enfermos? Portanto, quem se achar mais pobre, isto é, mais despido de merecimentos, e mais oprimido das enfermidades da alma, que são os pecados, pode dizer a Maria: Senhora, vós sois o refúgio dos enfermos pobres; não me desampareis. Pois, sendo eu o mais pobre de todos, tenho mais razão para que me aceiteis. Digamos com S. Tomás de Vilanova: Ó Maria, nós, miseráveis pecadores, não sabemos achar outro refúgio fora de vós. Sois nossa única esperança, a quem confiamos a nossa salvação; perante Jesus Cristo sois nossa única advogada, a quem nos dirigimos. Astro precursor do sol é Maria, nas revelações de S. Brígida. Quer isto dizer: Quando em uma alma pecadora desponta a devoção a Maria, é sinal certo que dali a pouco Deus a virá enriquecer com a sua graça. Para avivar-nos pecadores a confiança na proteção de Maria, recorre o glorioso S. Boaventura à imagem de um mar agitado pela tempestade. Os pecadores já caíram da nau da divina graça e são carregados, de todos os lados, sobre as ondas, pelos remorsos de consciência e pelo temor da justiça de Deus, sem luz nem guia. Já estão próximos de perder toda a esperança, prestes a desesperar. Eis que neste momento o Senhor lhes mostra Maria, chamada comumente Estrela do mar, e brada-lhes: Pobres pecadores, já que estais quase perdidos, não desespereis; volvei os olhos para esta formosa Estrela e confiai; pois Maria vos livrará desta tempestade e vos conduzirá ao porto da salvação. O mesmo diz S. Bernardo: Se não queres ficar submergido das tempestades, olha para a Estrela e chama por Maria para que te socorra. Pois, como diz Blósio, é ela a única salvação de quem ofendeu a Deus, o único refúgio de todos os tentados e atribulados. – Esta Mãe de misericórdia é toda benigna, toda suave, não só para com os justos, mas também para com os pecadores e desamparados. Logo que os vê recorrer a ela, pedindo de coração seu auxílio, prontamente os socorre, acolhe-os e obtém-lhes o perdão de seu Filho. A ninguém desdenha, por mais indigno que seja. A ninguém sonega a sua proteção, a todos consola e, apenas é chamada, já está presente. Com a sua bondade muitas vezes atrai à sua devoção os afastados de Deus e desperta-os da letargia do pecado. Por este meio dispõem-se eles a receber a graça e tornam-se finalmente dignos da eterna glória. De coração compassivo e tão amável dotou o Senhor esta sua filha predileta, que ninguém pode recear recorrer à sua intercessão. Enfim, conclui o piedoso Blósio, não é possível que se perca quem com diligência e humildade cultiva a devoção para com a divina Mãe. (Santo Afonso de Ligório)

 

 

Oração:

Ó Mãe do santo amor, ó vida, refúgio e esperança nossa! Bem sabeis que vosso Filho Jesus Cristo, não contente de constituir-se nosso perpétuo advogado junto ao Eterno Pai, quis ainda que vos empenhásseis junto a ele para impetrar as divinas misericórdias. Ele dispôs que as vossas orações concorressem para nossa salvação, e deu-lhes tanto poder, que alcançam quanto pedem. Eu, miserável pecador, para vós me volto, ó esperança dos miseráveis. Espero, ó Senhora minha, que, pelos merecimentos de Jesus Cristo e pela vossa intercessão, me hei de salvar. Assim espero e confio tanto que, se a minha salvação eterna estivesse na minha mão, certamente eu a poria na vossa. Pois mais confio em vossa misericórdia e proteção, que em todas as minhas obras. Mãe e esperança minha, não me desampareis como eu mereço; olhai para as minhas misérias e movei-vos à piedade, socorrei-me e salvai-me. Confesso que com meus pecados tenho muitas vezes posto obstáculo às luzes e aos socorros que me tendes alcançado do Senhor. Porém vossa piedade para com os miseráveis e vosso poder junto a Deus excedem o número e a malícia de todos os meus pecados. É patente ao céu e à terra que quem é de vós protegido certamente não se perde. Esqueçam-me, pois, todas as criaturas, vós, porém, não me esqueçais, ó Mãe de Deus onipotente. Dizei a Deus que eu sou vosso servo; dizei-lhe que vós me protegeis, e serei salvo. Ó Maria, tenho confiança em vós; nesta esperança vivo, e nela quero e espero morrer, dizendo sempre: Minha única esperança é Jesus e depois de Jesus, Maria.

 

-Pedir a graça que deseja alcançar e rezar o Santo Terço ou Rosário-

Votos:

  • Não reclamar ou murmurar;
  • Meditar o Evangelho de dia;






“Ostenta que és mãe, fazendo que os rogos do povo seu

Ouça aquele que, nascendo por nós, quis ser filho teu.”






Salve Maria Imaculada! 
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