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10 de março de 2021   |  Tempo de leitura: 5 minutos 



Ó glorioso São José nas vossas maiores aflições e tribulações o anjo do Senhor, não vos valeu? Valei-me, São José! 

 

Invocação: 

Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Oração final para cada dia da novena: 

Senhor, que escolhestes S. José, antes da Criação do mundo, para pai e protetor de Jesus, vosso Filho, e depois, até ao fim do mundo, para pai e padroeiro da Igreja, sua Esposa, por sua intercessão vos pedimos a graça particular desta novena (indicar), e sobretudo, vos pedimos todas as graças necessárias à nossa salvação! Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amem! 

1º Dia: Matrimônio de Maria e José 

Invocação: 

Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra:

 “José, filho de David, não tenhas receio em receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus.” (Mt 1, 20-21) “Quem é esta, que sobe do deserto apoiada no seu amado?” (Ct 8, 5) “O faraó disse aos servos: «Poderemos nós encontrar outro homem como este, cheio do espírito de Deus?» E o faraó disse a José: «Visto que Deus te revelou tudo isso, não há ninguém tão inteligente e tão sábio como tu. Tu mesmo serás o chefe da minha casa, todo o meu povo será governado por ti e somente pelo trono é que serei maior do que tu.» José tornou-se governador do país. Era ele que mandava distribuir o trigo a todo o povo.” (Gn 41, 38-40; 42, 6) 

Meditação: 

A anunciação do Anjo a Nossa Senhora trouxe a José momentos de dura angústia. Na sua humildade, José sentisse excluído dos planos do Altíssimo, e decidiu afastar-se em segredo. Mas eis que, em sonhos, o Senhor o chama: também José fora convocado! Pensamos de imediato num outro José, lá no início da História da Salvação, a quem Deus também falava por meio de sonhos, e que do último lugar é pelo faraó elevado ao primeiro e colocado à frente de todos os celeiros do reino. Como José do Egito, José de Nazaré – cheio do Espírito de Deus - vai ser colocado à frente da Casa do Senhor, à frente do verdadeiro Celeiro, lá onde nasce o Pão do Céu: Jesus. Levantando-se prontamente, José sentiu-se inundar de júbilo. E a partir daquele momento, nunca mais deixou Maria. Não houve na História matrimônio mais belo e mais santo. 

Oração: Pela tua angústia e a tua alegria, pela tua humilhação e a tua exaltação, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final


2º Dia: O caminho até Belém e o nascimento de Jesus


Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra:

 “José, deixando a cidade de Nazaré na Galileia

, subiu até à Judeia, à cidade de David chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava grávida. E quando ali estavam, completaram-se os dias de Ela dar à luz, e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria.”(Lc 2, 4-7) “Não entrarei na minha tenda nem me deitarei no meu leito de descanso, não deixarei dormir os meus olhos nem descansar as minhas pálpebras, enquanto não encontrar um lugar para o Senhor, uma morada para o Deus poderoso de Jacob.” (Sl 132/131) 

Meditação: 

José tinha recebido de Deus a missão de cuidar da Sagrada Família. Para a cumprir com perfeição, era preciso estar muito atento à voz interior que o guiava, mesmo quando exteriormente tudo parecia absurdo. Assim, foi com total obediência que José se pôs a caminho de Belém e procurou um lugar para o Menino nascer. Mas apesar de todos os seus esforços, nenhuma porta se abriu, e o Menino teve de nascer numa gruta pobre e fria. José não podia ter feito mais, e embora em paz, sentia-se exausto. Terá José experimentado a tristeza de quem acha que desiludiu o seu Senhor? Quantas vezes a experimentamos na vida! Mas eis que o Menino enche a gruta de luz. E logo os anjos e os pastores, a cantar, Lhe prestam homenagem. O coração de José transborda de alegria! 

Oração: Pela tua desilusão e a tua esperança, pela tua luta e a tua confiança, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final 


3º Dia: A circuncisão de Jesus 

Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra: 

“Quando se completaram os oito dias, para a circuncisão do Menino, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo anjo antes de ter sido concebido no seio materno.” (Lc 2, 21) “Não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar.” (At 4, 12) 

Meditação: 

Circuncidar é inserir na História do povo de Abraão. José foi chamado por Deus para dar a genealogia, a filiação – o nome, a Jesus. E dando o nome a Jesus, José foi o primeiro a proclamar o nome pelo qual somos salvos dos nossos pecados. Que honra, a de José! O grito de dor do Menino, golpeado na sua carne, fez estremecer o coração de José, como que numa antecipação de uma dor muito maior, a que José já não assistirá da Terra… Mas uma alegria intensa logo o invadiu: aquela gota de sangue era a confirmação de que o Filho de Deus era agora também, verdadeiramente, Filho de José. 

Oração: Pelo teu sofrimento e a tua alegria, pela tua humildade e o teu santo orgulho paterno, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final


 4º Dia: A Apresentação de Jesus no Templo 

Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra:

 “Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, levaram o Menino a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor. Ora vivia ali um homem chamado Simeão. Movido pelo Espírito, veio ao Templo quando os pais trouxeram o Menino. Tomou-O nos braços e bendisse a Deus: «Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque os meus olhos viram a Salvação!» Seus pais estavam admirados  com o que se dizia d’Ele. Simeão abençoou-os e disse a Maria: «Este Menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; e uma espada trespassará a tua alma.» Havia também uma profetiza, Ana, de idade muito avançada. Não se afastava do Templo, servindo a Deus dia e noite, com jejuns e orações. Chegando naquela mesma hora, louvava também ela a Deus e falava do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.” (Lc 2, 22-38) 

Meditação: 

Quarenta dias depois do nascimento de Jesus, José levou Maria e o Menino ao Templo de Jerusalém, onde procedeu a todos os rituais do seu povo e apresentou Jesus ao sacerdote. E eis que o velho Simeão, profetizando, fala do sofrimento futuro de Maria e Jesus. Com que dor José o escutou! Pois não era ele, José, responsável pela segurança e felicidade dos dois? Será que iria falhar na sua missão? Mas quando Simeão e Ana proclamam a libertação de Israel, que Jesus irá operar, o coração de José estremece de temor e emoção. 

Oração: Pela tua angústia e a tua esperança, pelo teu sacrifício e a tua recompensa, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final 


5º Dia: A fuga para o Egito 

Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra: 

“O anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o Menino para O matar.» E ele levantou-se de noite, tomou o Menino e sua mãe e partiu para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egito chamei o meu filho.” (Mt 2, 13-15) “Morto Herodes, o anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, e vai para a terra de Israel, porque morreram os que atentavam contra a vida do Menino.» Levantando-se, ele tomou o Menino e a sua mãe e voltou para a terra de Israel. E foi morar em Nazaré da Galileia.” (Mt 2, 19-23) 

Meditação:

 A meio da noite, José foi avisado em sonhos para fugir com a sua família para o Egito. E a meio da noite, José levantou-se, pronto como sempre, e fez como lhe tinha sido dito. A mesma prontidão, a mesma fidelidade à Palavra recebida, tempos mais tarde; e a Sagrada Família regressa a Nazaré. Na humildade e na pobreza de uma família de refugiados, a Sagrada Família cumpre na sua história toda a História do povo de Deus, que no Egito encontrou proteção e dele foi depois libertado. Moisés é um grandioso anúncio da salvação que Jesus, o verdadeiro libertador, nos trará; e é também anúncio da humilde mas especialíssima missão de José, que conduziu Maria e Jesus em segurança do Egito para Nazaré. 

Oração:

 Pela tua aflição e a tua prontidão, pelo teu medo e a tua fortaleza, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final


6º Dia: Jesus entre os Doutores 

Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra:  

“Três dias depois, encontraram Jesus no Templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos estavam estupefactos com a sua inteligência e respostas. Ao ver Jesus, seus pais ficaram assombrados e sua mãe disse: «Porque nos fizestes isto? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!» Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que estava em casa de meu Pai?»” (Lc 2, 48-49) 

Meditação: 

Os três dias de angústia em que José perdeu o seu filho no Templo foram a sua participação antecipada no mistério da morte e ressurreição de Jesus. Haverá maior aflição do que perder um filho? José sentiu que falhara a sua missão, que não guardara convenientemente o Tesouro que lhe fora confiado. Mas ao mesmo tempo, uma voz interior mantinha a esperança: Deus sempre estivera à frente da caravana da Sagrada Família! José não tinha dúvidas de que o Senhor sempre o amparara, como uma coluna de fogo. Não teria Deus permitido tamanha angústia por uma razão maior? No meio da aflição, José não perdia a esperança. Quantas vezes duvidamos assim, também nós, perante as surpresas da vida? Quando, por fim, José encontrou Jesus entre os Doutores da Lei, a sua alegria transbordou. 

Oração: Pela tua aflição e a tua confiança, pela tua angústia e a tua perseverança, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final 


7º Dia: A vida oculta da Sagrada Família de Nazaré 

Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra:

 “Jesus desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” (Lc 2, 51-52) 

Meditação: 

Durante trinta anos, José cuidou de Jesus e de Maria com um amor verdadeiramente paternal e esponsal. Inserindo-se na sua cultura com simplicidade, sem ilusões de grandeza, José escondia na sua humildade a missão inigualável que lhe fora confiada. Com José, Jesus aprendeu a rezar, a ir à sinagoga, a meditar nas Escrituras. Com José, Jesus aprendeu todos os costumes do seu povo. Com José, Jesus aprendeu a ganhar o seu sustento através de um trabalho honesto, cuidado, perfeito. Com José, Jesus passou muitas horas de brincadeira e deu muitas gargalhadas felizes. Por sua vez, com Maria e Jesus, José aprendeu a rezar, a conversar com o Pai, a meditar nos mistérios do Reino. Nenhum místico, na História da Igreja, chegou às alturas de intimidade com o divino a que José chegou. Ao fim do dia, José elevava a Deus um hino de ação de graças. Apesar da aparente normalidade da sua existência, ele não se esquecia de agradecer a graça que recebera de partilhar a sua vida inteira com o Salvador e a sua Mãe! Ninguém jamais venerou Maria e adorou Jesus como José o fez, cada dia da sua vida. 

Oração: Pela tua simplicidade e a tua grandeza, pela tua gratidão e a tua alegria, pelo teu amor e a tua dor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final 


8º Dia: A morte de S. José 

Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra:  

“Moisés subiu das planícies de Moab ao monte Nebo. O Senhor mostrou-lhe toda a terra prometida. E disselhe: «Esta é a terra que jurei dar a Abraão, Isaac e Jacob. Dá-la-ei à vossa descendência. Viste-a com os teus olhos, mas não entrarás nela.» E Moisés, o servo de Deus, morreu ali, na terra de Moab, por determinação do Senhor. Ninguém até hoje soube do lugar da sua sepultura.” (Dt 34, 1-6) Meditação: Como Moisés, também José fora chamado para conduzir uma família especial, a família de Deus, do “Egito” à “terra prometida” do Evangelho. A sua viagem pelo “deserto” de Nazaré terá durado cerca de trinta anos, mas ao contrário da do povo que saiu do Egito, foi totalmente fiel à “nuvem” e à “coluna de fogo” que a conduzia. E como Moisés, também José morreu às portas da “terra prometida”, onde Jesus, novo Josué, iria introduzir o povo pela sua morte e ressurreição. Jesus iniciava a sua vida pública, e Maria ficava sozinha. José morreu sem ver concretizadas as profecias sobre o nome de Jesus. Ninguém, até hoje, soube do lugar da sua sepultura… Como durante toda a sua vida, também na sua última hora, a dor se misturou ao amor, a renúncia à confiança. Pois se José sofria por deixar Maria sozinha e por não poder acompanhar Jesus até ao Calvário, José também sabia, mais do que nunca, que Deus é o Senhor da História e tudo conduz para o bem daqueles que O amam. José, diz-nos a Tradição, morreu nos braços de Maria e Jesus. Não há morte mais abençoada! 

Oração: Pela tua vida e a tua morte, pela tua renúncia e a tua confiança, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem!

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final 


9º Dia: A glória de S. José 

Invocação: Jesus, Maria e José, a nossa família vossa é! 

Palavra: 

“O que guarda o seu Senhor será glorificado.” (Pr 27, 18) “Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá recompensa de profeta, e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá recompensa de justo. E quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa.” (Mt 10, 41-42) 

Meditação: 

Diz-nos Jesus que um copo de água, dado por amor em seu nome, não fica sem recompensa. Se os que acolhem profetas, recebem recompensa de profetas, e os que acolhem justos, recebem recompensa de justos, que recompensa não receberá o homem que acolheu o próprio Deus? Como não será recompensado no Céu José, que preparou um lugar para Jesus nascer, que O salvou de Herodes, que O alimentou e vestiu, que O educou e amou, que brincou com Ele e que O envolveu nos braços com tamanho amor? Não tenhamos dúvida de que Jesus quis exaltar no Céu o pai que tanto O amou na Terra. Depois de Maria, não há glória maior que a de José! Quem cuida da Cabeça, cuida também do Corpo. Do Céu, S. José continua a cuidar da Igreja, Corpo Místico de Cristo. Por isso, os Papas proclamaram-no Padroeiro da Igreja Universal. 

Oração: Pela tua humildade e a tua glória, pela tua simplicidade e a tua grandeza, pela tua dor e o teu amor, intercede por nós, S. José, junto de teu Filho Jesus, Nosso Senhor. Amem! 

Pai-Nosso… Ave-Maria… Glória… Oração final

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26 de janeiro de 2021   |  Tempo de leitura: 2 minutos 



A poderosa devoção que Nossa Senhora Senhora ensinou a Santa Matilde 

A origem da devoção esta datada no Século XIII e está ligada a Santa Matilde de Hackeborn, uma freira alemã beneditina, a quem Nossa Senhora revela um modo de elevar uma ação de graças à Santíssima Trindade pelos privilégios concedidos à Virgem Maria. Uma promessa e um pedido de Maria Santíssima:


 "Eu te assistirei na hora da tua morte, mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias"

 

Apesar da sua vida de penitência como freira beneditina, ela temia o momento da morte. Por isso, rezava a Nossa Senhora pedindo a sua assistência na hora derradeira. E a Virgem, em 1285, lhe apareceu e consolou com esta resposta:


“Sim, o farei; mas quero que, por tua parte, me rezes diariamente três Ave-Marias”

“A primeira Ave-Maria, pedindo que, assim como Deus Pai me elevou a um trono de glória sem igual, fazendo de mim a mais poderosa no céu e na terra, assim também eu te assista na terra para fortificar-te e afastar de ti toda potestade inimiga”.

“A segunda Ave-Maria, pedindo que, assim como o Filho de Deus me concedeu a sabedoria em tal extremo que tenho mais conhecimento da Santíssima Trindade que todos os santos, assim eu te assista na passagem da morte para encher a tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e da ignorância”.

“A terceira Ave-Maria, pedindo que, assim como o Espírito Santo me concedeu as doçuras do Seu amor e me fez tão amável que depois de Deus sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na morte, enchendo a tua alma de tal suavidade de amor divino que toda pena e amargura da morte seja transformada para ti em delícias”.

 

A prática desta devoção consiste em rezar todos os dias três Ave-Marias agradecendo à Santíssima Trindade os dons de Poder, Sabedoria e Amor que outorgou à Virgem Imaculada e pedindo a Maria que use deles em nosso auxílio.

Santa Gertrudes teve uma visão que confirmaria a outra revelação. Assim aconteceu: eram as vésperas da festa da Anunciação, e ao cantar a Ave Maria, Gertrudes viu, de repente, como emergiam do Coração do Pai, do Filho e o Espírito Santo três fontes de água que penetravam no Coração de Maria Santíssima.Neste instante, ela ouviu uma voz que lhe disse:


“Depois do Poder do Pai, a Sabedoria do Filho e a ternura Misericordiosa do Espírito Santo, nada se compara ao Poder, Sabedoria e Ternura Misericordiosa de Maria”.


A Virgem prometeu que quem rezar diariamente as três Ave-Marias, receberá seu auxílio durante a vida e uma especial assistência no momento de sua morte, apresentando-se a Virgem com um brilho e uma beleza tal que só de vê-la receberá o consolo e as alegrias do Céu.

Além destas Santas, outros santos foram especiais difusores desta devoção, como Santo Afonso Maria de Ligório, que aconselhava com frequência esta bela prática de piedade; ou São João Bosco, que a recomendava aos jovens. São Pio de Pietrelcina disse também que muitos se converteram só por praticar essa devoção. 

São Leonardo de Porto Mauricio pregou com fervor esta devoção dizendo: "Oh que santa prática de piedade, é este um mui eficaz para assegurar a vossa salvação". E, por sua vez, o venerável servo de Deus, Luiz Maria Baudoin escreveu: "Rezai cada dia as três Ave-Marias; se sois fiéis em pagar a Maria este tributo, prometo-vos o Paraíso".


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Hoje a Igreja celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. 

O Sagrado Coração de Jesus é para nós o sinal visível do amor de Deus e sua misericórdia para conosco. Deus ‘que amou o mundo de tal forma que entregou seu Filho Único’, ou seja, o Sagrado Coração que foi ferido e se deixou ferir para nos redimir tornou visível seu amor para com toda humanidade, como diz Santo Agostinho: “Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que na ferida visível contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor.”

Em 1673 a 1675 Jesus aparece a Santa Margarida Maria Alacoque para falar sobre a devoção ao seu Sagrado Coração:

 “Peço que na primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi, se celebre uma Festa especial para honrar meu Coração, e que se comungue nesse dia para pedir perdão e reparar os ultrajes por ele recebidos durante o tempo que permaneceu exposto nos altares”, disse o Senhor a Santa Margarida, em junho 1675.

“Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada”

 

A Igreja veio a estudar suas aparições  e o Papa Pio XII afirmou que tudo o que S. Margarida declarou estava de acordo com a nossa fé católica. O Papa Clemente XIII aprovou a Missa em honra do Coração de Jesus e Pio X, dia 23 de agosto de 1856, estendeu a Festa para toda a Igreja a ser celebrada na sexta-feira da semana subseqüente à festa de Corpus Christi. O papa Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus. 

 

Desde então, a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem se expandido. No entanto, existem várias formas de devoção ao Coração de Jesus, entre elas: a consagração pessoal, que, segundo Pio XI, "entre todas as práticas do culto ao Sagrado Coração é sem dúvida a principal"; e também, a consagração da família.

Em uma das aparições de Jesus a Santa Margarida, Ele faz 12 promessas para as pessoas que forem devotas ao seu Sagrado Coração:

 1.A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
2.Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
3.Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
4.Eu os consolarei em todas as suas aflições.
5.Serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte.
6.Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
7.Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
8.As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
9.As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
10.Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
11.As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
12.A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

 

Consagração ao Sagrado Coração de Jesus (Sta. Margarida Alacoque)

Eu me dou e consagro ao sagrado Coração de nosso Senhor Jesus Cristo: minha pessoa e minha vida, minhas ações, meus trabalhos e meus sofrimentos, a fim de no futuro pregar tudo quanto sou e tenho, unicamente para sua honra, amor e glória. É minha resolução irrevogável ser inteiramente dele e fazer tudo por seu amor, renunciando de todo o meu coração a tudo que lhe puder desagradar. Portanto, o Coração Sagrado, eu vos escolho para único objeto de meu amor, para protetor de minha vida, penhor de minha salvação, amparo de minha fragilidade e inconstância, reparação de todas as faltas de minha vida e asilo seguro na hora de minha morte. Coração de ternura e bondade, sede Vós minha justificação diante de Deus vosso Pai e afastai de mim os castigos de sua justa cólera. Coração de amor, em Vós ponho toda a minha confiança; de minha fraqueza e maldade tudo temo, mas de Vossa bondade tudo espero. Consumi, pois, em mim, tudo o que puder desagradar-vos ou se opor a Vós. Imprimi o Vosso puro amor tão firmemente no meu coração, que nunca mais Vos possa esquecer nem nunca possa de vós me separar, Coração Sagrado, eu vos conjuro, por toda a Vossa bondade, que o meu nome seja profundamente gravado em Vós, pois eu quero que toda a minha felicidade e glória seja viver e morrer no Vosso serviço. Amém.

 

Consagração da Família ao Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria Alacoque o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família. Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes. Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção freqüente de vossa divina Eucaristia. Dignai-vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas. Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios. Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai.

 

Doce Coração de Jesus, fazei que
eu vos ame cada vez mais!


Salve Maria Imaculada! 

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Ladainha da Paixão de Cristo
Composta por Santo Afonso de Ligório

Dulcíssimo Jesus, no Horto das Oliveiras triste até a morte, profundamente angustiado, oprimido de agonia, coberto de suor de Sangue,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, pelo ósculo traidor entregue às mãos dos Vossos inimigos, maltratado, atado e preso com cordas, abandonado pelos discípulos,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, pelo injusto Conselho dos judeus julgado réu de morte, entregue a Pilatos, desprezado e escarnecido pelo ímpio Herodes,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, despido, preso a uma coluna e acoitado cruelmente,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, coroado de penetrantes espinhos, ferido na sagrada Cabeça com uma cana, vestido, por escárnio, de um manto de púrpura, saciado de opróbrios,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, mais odiado que um ladrão e assassino, reprovado pelos judeus, condenado à morte da Cruz,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, carregado com a pesada Cruz, caído em terra, levado ao Calvário como o Cordeiro ao matadouro,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, Homem das dores, despojado de Vossas pobres vestiduras, contado entre os criminosos, imolado em sacrifício pelos nossos pecados,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, cravado cruelmente na Cruz, ferido dolorosamente por causa das nossas iniqüidades, quebrantado por causa das nossas culpas,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, escarnecido ainda na Cruz, atormentado e oprimido de dores indizíveis, consumido de sede, abandonado na mais dolorosa agonia pelo próprio Pai Celestial,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, morto na Cruz, traspassado por uma lança à vista de Vossa dolorosa Mãe,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, descido da Cruz, depositado nos braços de Vossa Santíssima Mãe e banhado em Suas lágrimas,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

Dulcíssimo Jesus, ungido e embalsamado pelos discípulos amantes com preciosos aromas, envolvido em lençóis limpos e depositado no santo sepulcro,

Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.

V: Ele verdadeiramente tomou sobre Si as nossas iniqüidades.

R: E as nossas dores Ele as suportou.

Oração:

Ó Jesus, Filho Unigênito de Deus e da Virgem Imaculada, que pela salvação do mundo quisestes ser reprovado pelos judeus, atado com cordas, conduzido ao matadouro como um cordeiro, apresentado injustamente aos juízes Anás, Caifás, Pilatos e Herodes, acusado por falsas testemunhas, ferido com pancadas, saciado de opróbrios e injúrias, cuspido no Rosto, açoitado barbaramente, coroado de espinhos, condenado à morte, despojado dos vestidos, pregado com toda a crueldade na Cruz, suspenso entre dois ladrões, vexado com fel e vinagre, abandonado em tormentosa agonia e, finalmente, traspassado por uma lança: por estes tormentos, Senhor, dos quais nós, indignos filhos Vossos, agora com devoção, gratidão e amor nos lembramos, e pela Vossa Santíssima Morte na Cruz, livrai-nos das penas do inferno, e dignai-Vos conduzir-nos ao Paraíso, aonde levastes conVosco o Bom Ladrão. Tende piedade de nós, ó Jesus, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amém.
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